Quatro estudantes e dois professores do curso técnico em eletromecânica do Centro de Ensino Bacelar Portela – escola pública da rede estadual – representaram o Maranhão na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que aconteceu de 19 a 22 deste mês, na cidade de São Carlos (SP). Na ocasião alunos eles apresentaram a criação de um robô que serve para realizar resgates – o robô resgate.
A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é uma das olimpíadas científicas brasileiras apoiadas pelo CNPq que se utiliza da temática da robótica para estimular jovens a seguir carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos, e promover debates e atualizações no ensino brasileiro.
Orientada pelo professor e gestor da escola, José Sostenes dos Santos Costa, a equipe maranhense foi composta pelos alunos Mateus da Silva Oliveira, José Lucas Costa Magalhães, Aryelsson Patrick Santos Almada e André Fabiano Farias Rios.
“Estamos orgulhosos por sermos a única escola inscrita na competição para representar o Maranhão. Foi um grande desafio, mas vencemos os obstáculos e conseguimos mostrar nossa criação [robô], utilizando para isso a tecnologia Arduino – uma das mais complexas que exige muito da capacidade de cada participante”, ressaltou Aryelson Patrick Santos Almada, um dos criadores do robô.
Para José Lucas Costa Magalhães foi uma troca de conhecimentos. “Nossa participação foi gratificante. Experimentamos a troca de conhecimentos e experiências com estudantes de outros estados do Brasil”.
A OBR possui diversas modalidades que procuram adequar-se tanto ao público que nunca viu robótica quanto ao público que possui aulas de robótica em sua escola. Ela ocorre anualmente (tradicionalmente no segundo semestre), destinando-se a todos os alunos do território nacional, sejam eles de escolas públicas ou privadas, do ensino fundamental, médio ou técnico, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos.
Segundo o estudante André Fabiano Farias, a experiência aumentou os conhecimentos. “Ao participarmos da competição aumentamos nosso conhecimento e tivemos oportunidade de aplicarmos tudo que aprendemos na escola”, observou.