A exposição “Com Amor, Alcione”, que celebrou os 50 anos de carreira de uma das maiores vozes da música brasileira, prepara-se para deixar o Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) no próximo dia 28. Inaugurada em 12 de fevereiro do ano passado, a mostra transformou-se em um ponto de encontro afetivo para o público, registrando mais de 100 mil visitações ao longo de seus 12 meses em cartaz.
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Desse total, 7.635 visitantes foram estudantes da rede pública de ensino, num reflexo do caráter democrático da iniciativa. A trajetória de Alcione, profundamente ligada à identidade maranhense, atuou como um elo de conexão com a população local, segundo a curadora Deyla Rabelo. Ela destacou a presença constante e o envolvimento do público de diferentes idades, origens e interesses ao longo de todo o período.
A mostra, com curadoria de Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim, traça um panorama dos 78 anos de vida da artista, mergulhando em suas paixões pela música, carnaval, São João, religiosidade e pelo público. O acervo inédito reúne mais de 300 fotografias pessoais, 10 figurinos emblemáticos, discos, vídeos, adereços e objetos.
Um dos destaques é um altar que reflete a religiosidade multifacetada de Alcione, com referências clássicas ao Maranhão. A interatividade fica por conta de uma jukebox que permite ouvir toda a discografia da cantora e de um espaço de karaokê para reviver clássicos como “Não Deixe o Samba Morrer” e “Sufoco”.
Para Gabriel Gutierrez, diretor do CCVM e também curador, a exposição integra uma série de mostras sobre agentes importantes para a criação da cultura nacional. Ele define Alcione como alguém que “incarna o Maranhão e o Brasil para o mundo”.
O encerramento da exposição coincide com o carnaval, período no qual a artista tradicionalmente brilha com seu amor pelo samba e pela Estação Primeira de Mangueira, escola que a homenageou no Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2024.
Para quem não conseguiu ou não conseguirá visitar a exposição presencialmente até o fim do mês, todo o conteúdo foi registrado virtualmente e está disponível com acesso livre no site oficial do Centro Cultural Vale Maranhão.
