A Polícia Civil do Maranhão prendeu dois homens e apreendeu um adolescente sob suspeita de participação no estupro coletivo e na morte de uma indígena de 21 anos, na Aldeia Porquinhos, zona rural do município de Fernando Falcão. A ação, batizada de Operação AMAS, foi deflagrada na última segunda-feira (17) e contou com apoio do Centro Tático Aéreo (CTA).
O crime ocorreu em 2 de julho, mas só foi comunicado às autoridades no dia 14 do mesmo mês, 12 dias depois. De acordo com a polícia, a vítima foi sepultada na própria comunidade antes da realização de exames periciais oficiais, o que dificultou a produção de laudos técnicos que poderiam auxiliar no esclarecimento do caso.
A Justiça autorizou a exumação do corpo para a realização das perícias necroscópica e forense, além da coleta de material genético. Os resultados devem ser incorporados ao inquérito policial. Segundo a corporação, os laudos serão fundamentais para auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime.
Os mandados de prisão temporária e de apreensão foram cumpridos por equipes da 15ª Delegacia Regional de Polícia Civil, de Barra do Corda. Os investigados poderão responder por homicídio qualificado, com a qualificadora do feminicídio, e estupro coletivo.
Além das prisões e da apreensão, oito indígenas foram intimados a prestar depoimento. A Polícia Civil informou que os relatos poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte da jovem e identificar a possível participação de outras pessoas.
Durante a operação, as equipes negociaram a entrada na comunidade com o cacique e outras lideranças da Aldeia Porquinhos. Segundo a corporação, a ação ocorreu de forma pacífica e sem resistência.
Os presos e o adolescente apreendido foram encaminhados à unidade policial e permanecem à disposição da Justiça. A polícia afirmou que a investigação continua e que a participação individual de cada suspeito ainda será analisada ao longo do inquérito.
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