O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,33% em janeiro, repetindo a taxa de dezembro de 2025. O resultado do primeiro mês do ano refletiu forças opostas: a alta nos preços dos combustíveis, especialmente da gasolina, e a queda nas tarifas de energia elétrica residencial. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação chegou a 4,44%, conforme dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O grupo de Transportes, com alta de 0,60%, foi o de maior impacto positivo sobre o índice, pressionado principalmente pelo aumento de 2,14% nos combustíveis. A gasolina, com alta de 2,06%, sozinha respondeu por 0,10 ponto percentual do IPCA do mês. O etanol subiu 3,44%, o óleo diesel 0,52% e o gás veicular 0,20%. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, o reajuste no ICMS a partir de 1º de janeiro impactou o preço final da gasolina para o consumidor.
Por outro lado, o grupo Habitação registrou deflação de 0,11%, puxada pela queda de 2,73% na energia elétrica residencial. Esse foi o maior impacto negativo isolado do mês (-0,11 p.p.). A redução é atribuída à mudança da bandeira tarifária de amarela, vigente em dezembro, para a bandeira verde em janeiro, que retirou a cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O grupo Vestuário também apresentou queda de 0,25%.
Comunicação e transportes urbanos sobem
O grupo Comunicação registrou a maior alta entre todos, de 0,82%, influenciado por aparelhos telefônicos (2,61%), tv por assinatura (1,34%) e combos de serviços (0,76%). Em Transportes, além dos combustíveis, chama atenção o aumento de 5,14% no preço do ônibus urbano, devido a reajustes tarifários em seis capitais: Fortaleza (20,00%), Belo Horizonte (8,70%), Rio de Janeiro (6,38%), São Paulo (6,00%), Salvador (5,36%) e Vitória (4,16%). Contudo, o grupo também foi compensado por quedas significativas no transporte por aplicativo (-17,23%) e nas passagens aéreas (-8,90%).
Desaceleração nos alimentos
O grupo Alimentação e bebidas, o de maior peso no orçamento familiar (21,42%), desacelerou de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. A alimentação em domicílio subiu apenas 0,10%, com quedas expressivas no leite longa vida (-5,59%) e nos ovos (-4,48%). Itens como o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), no entanto, continuaram em alta. A alimentação fora de casa também desacelerou, com a refeição subindo 0,66% e o lanche, 0,27%.
Destaques regionais
Entre as capitais pesquisadas, Rio Branco teve a maior inflação em janeiro (0,81%), pressionada pela alta na energia elétrica (5,34%). Já Belém registrou a menor variação (0,16%), beneficiada pela queda na energia (-3,85%) e nas passagens aéreas (-11,01%).
INPC sobe mais
Para as famílias de baixa renda, mensuradas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a inflação foi mais intensa. O índice subiu 0,39% em janeiro, ante 0,21% em dezembro, acumulando 4,30% em 12 meses. A alta foi puxada pelos preços dos não alimentícios, que aceleraram de 0,19% para 0,47%.
A próxima leitura do IPCA, referente a fevereiro, será divulgada no dia 12 de março.
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