O Maranhão iniciou o ano de 2026 com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada. Dados do Novo Caged mostram que, em janeiro, o estado registrou a abertura de 2.516 vagas formais, resultado de um mercado de trabalho aquecido principalmente pelo setor de Serviços, que respondeu por 2,2 mil dos novos postos.
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Dos cinco grandes grupamentos econômicos, três apresentaram desempenho positivo no primeiro mês do ano. Além dos Serviços, a Construção Civil contribuiu com 372 novas vagas, e a Agropecuária, com 55. Por outro lado, a Indústria (-72) e o Comércio (-80) fecharam janeiro com saldos negativos, influenciados pelas demissões típicas do período pós-festas de fim de ano.
No recorte municipal, São Luís liderou a geração de emprego formal no estado, com um saldo de 1,6 mil novas contratações. A capital maranhense mantém um estoque total de 338,3 mil vínculos empregatícios. Na sequência dos municípios que mais criaram vagas em janeiro estão Arame (797), Bacabal (248), Balsas (243) e Caxias (122).
O perfil das contratações no Maranhão aponta para uma maioria feminina, com 1.276 vagas ocupadas por mulheres, ante 1.240 preenchidas por homens. Em relação à escolaridade, pessoas com ensino médio completo foram as principais beneficiadas, totalizando 2 mil novos postos. Jovens entre 18 e 24 anos constituem a faixa etária com maior inserção no mercado formal no período, acumulando aproximadamente 1,1 mil vagas.
Cenário nacional
No âmbito nacional, o Brasil gerou 112.334 novos empregos formais em janeiro de 2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. Com esse desempenho, o estoque total de vínculos atingiu 48,57 milhões de trabalhadores formalizados, um crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A região Sul liderou a abertura de vagas, com saldo de 55,7 mil postos, seguida pelo Centro-Oeste (35,4 mil) e Sudeste (13,3 mil). Nordeste e Norte registraram saldos positivos de 6,1 mil e 1,7 mil, respectivamente. Entre as unidades da federação, 18 tiveram resultados positivos, com destaque para Santa Catarina (19 mil), Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306).
Por setor, a Indústria foi a principal geradora de vagas no país, com 54.991 novos postos, seguida pela Construção (50.545), Serviços (40.525) e Agropecuária (23.073). O Comércio, impactado pela sazonalidade, registrou saldo negativo de 56.800 vagas.
O perfil nacional das contratações revela que os homens ocuparam a maioria das vagas (94,53 mil), enquanto as mulheres preencheram 17,79 mil postos. Adolescentes e jovens de até 24 anos foram responsáveis por 99,5% das colocações, somando 111,80 mil vagas. Pessoas com ensino médio completo lideram as contratações por escolaridade (69,61 mil), e pardos constituem o grupo racial com maior participação (76,56 mil), seguidos por brancos (33,56 mil), pretos (13,21 mil) e indígenas (4,16 mil).
O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, uma alta de 3,3% em relação a dezembro de 2025 (R$ 2.312,76) e de 1,77% na comparação com janeiro do ano passado (R$ 2.348,20).
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