O Maranhão fechou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 5,6%, a menor da série histórica para o período, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número repete o desempenho registrado no quarto trimestre de 2013.
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A taxa representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando o índice foi de 6,1%. Foi o terceiro recuo consecutivo do indicador no estado. Com o resultado, o Maranhão alcançou a segunda menor taxa de desocupação entre os estados do Nordeste, atrás apenas do Ceará. A média da região no período foi de 7,1%, enquanto a taxa nacional ficou em 5,1%.
O levantamento apontou ainda que o estado atingiu, no último trimestre de 2025, o maior volume de pessoas ocupadas em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Foram contabilizados 2,722 milhões de maranhenses com trabalho remunerado entre outubro e dezembro. O número representa um acréscimo de 125 mil postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2024, quando 2,597 milhões estavam empregados, uma alta de 4,8%.
O contingente de desempregados no estado também registrou queda. Eram 163 mil pessoas sem trabalho no quarto trimestre de 2025, contra 176 mil no trimestre anterior, uma redução de 7,8% – o que representa 14 mil pessoas que retornaram ao mercado de trabalho. Na comparação com o último trimestre de 2024, a diminuição foi de 14,9%, com 29 mil desempregados a menos. O número de desocupados é o menor desde 2013, quando 151 mil pessoas estavam nessa condição.
De acordo com a Pnad Contínua, os setores que mais contribuíram para o aumento do emprego no estado foram a indústria, com crescimento de 14,5% nos postos de trabalho, e a construção civil, que ampliou as vagas em 3,4%.
O governo do estado atribui o resultado às políticas de geração de emprego e renda implementadas por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária (Setres). Entre as iniciativas estão o programa Trabalho Jovem, que em 2025 abriu 4 mil vagas no setor privado por meio do eixo Auxílio à Contratação, e a previsão de outras 2 mil vagas para o setor público ainda este ano.
Outros programas citados pela gestão estadual incluem o fortalecimento do Programa de Qualificação Profissional, a expansão da rede Sine, o Residência Técnica Profissional para recém-formados, o Jovem Aprendiz e o Projeto Superação, voltado para jovens em situação de vulnerabilidade.
O governo também mencionou o impacto do período carnavalesco na economia local, com aumento na contratação de profissionais no setor de turismo para atender à demanda. A expectativa era de superar os R$ 800 milhões movimentados pela economia durante o Carnaval do ano anterior.
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