Oito vereadores do município de Turilândia, no noroeste do Maranhão, foram presos na manhã desta quarta-feira (11) em cumprimento a mandados de prisão preventiva expedidos pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). A detenção ocorreu no âmbito da Operação Tântalo II, que investiga um esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura de Turilândia e a Câmara Municipal.
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Os parlamentares estão custodiados na Delegacia de Santa Helena, onde passam por procedimentos legais. Após os trâmites iniciais, deverão ser transferidos para uma penitenciária estadual regional em Pinheiro. A ação foi coordenada pela Promotora de Justiça da comarca, em cumprimento à decisão judicial.

A ordem de prisão foi assinada na terça-feira (10) pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJMA. O pedido partiu do Ministério Público do Maranhão (MPMA), que apontou o descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente aos investigados.
Foram presos os vereadores Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes. Segundo a magistrada, os elementos apresentados nos autos indicam desrespeito às condições estabelecidas pela Justiça, o que motivou a substituição das cautelares pela prisão preventiva.
Já os vereadores Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz permanecem em prisão domiciliar. No entendimento da desembargadora, não há indícios suficientes de que tenham descumprido as determinações judiciais, sendo mantidas as restrições já impostas, com base no princípio da individualização das condutas.
As investigações apuram um suposto esquema de corrupção envolvendo recursos da Prefeitura de Turilândia. De acordo com o MPMA, vereadores e servidores públicos teriam participado de um mecanismo que utilizava empresas de fachada para vencer licitações e emitir notas fiscais por serviços não executados. Parte dos valores pagos com recursos públicos seria desviada para os parlamentares, que, em troca, deixariam de fiscalizar contratos e despesas do Executivo municipal.
Embora o conjunto de contratos sob suspeita envolva cifras que podem ultrapassar R$ 50 milhões, o Ministério Público aponta que as movimentações financeiras consideradas diretamente irregulares e já identificadas somam cerca de R$ 2,3 milhões.
Para os investigadores, o descumprimento das medidas cautelares representa risco à ordem pública e à apuração dos fatos, o que justificou a decretação da prisão preventiva.
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