O transporte público de São Luís está à beira de uma paralisação total. Com o esgotamento do prazo de negociações, o sindicato dos rodoviários anunciou uma greve geral a partir da próxima sexta-feira (30), medida que já motivou o sindicato das empresas a declarar que buscará na Justiça a garantia de uma frota mínima em circulação.
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O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema) justifica a paralisação pela falta de uma contraproposta satisfatória das empresas após quatro rodadas de negociação sobre a Convenção Coletiva de Trabalho de 2026, cuja proposta inicial foi enviada em novembro do ano passado. O presidente do sindicato, Marcelo Brito, afirmou que a contraproposta apresentada prevê um reajuste linear de 2%, percentual considerado insuficiente pela categoria.
Do outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) atribui o impasse à Prefeitura. Em nota, a entidade declarou que a SMTT, órgão municipal, não apresentou nenhuma proposta às empresas que possibilitasse um aumento salarial para os trabalhadores. Para mitigar o impacto à população, o SET informou que irá ingressar na Justiça para assegurar a circulação de uma frota mínima de ônibus, classificando o transporte coletivo como serviço essencial.
O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) confirmou ter sido oficialmente notificado sobre a intenção de greve e informou que o caso está sob análise de sua assessoria jurídica. O tribunal afirmou estar de prontidão para atuar, seja por mediação entre as partes, seja para garantir serviços mínimos essenciais, conforme a Lei de Greve.
Em meio à crise, a Prefeitura de São Luís divulgou nota declarando que cumprirá decisão do TRT-16 que indeferiu um pedido de repasse de subsídio diretamente aos trabalhadores, obrigando que o valor seja enviado ao SET. A administração municipal afirmou que continuará atuando para garantir 100% da frota em circulação e a proteção dos direitos dos trabalhadores, citando “reiterados descumprimentos” por parte do SET e das concessionárias, como atrasos de pagamento.
Paralelamente, os trabalhadores da empresa Expresso Rei de França (antiga 1001) mantiveram sua greve nesta quarta-feira (28). De acordo com a categoria, a paralisação continua porque nem todos os funcionários receberam os salários atrasados, mesmo após parte do pagamento ter sido efetuado.
A cidade aguarda os desdobramentos das próximas 48 horas, que definirão se a greve será deflagrada e qual o grau de interrupção no sistema de transporte da capital maranhense.
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