Uma nova decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) intensificou a pressão sobre as empresas de transporte urbano de São Luís. Após constatar o descumprimento do acordo que encerraria a greve dos rodoviários, a Corte determinou, nesta sexta-feira, 6, o bloqueio de bens das empresas como forma de garantir a execução da decisão judicial.
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O tribunal foi informado de que os ônibus não voltaram a circular e que trabalhadores encontraram os portões das garagens fechados. A situação, segundo o desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, vice-presidente e corregedor do TRT-16, não é mais de negociação, mas de cumprimento de um acordo formalizado. O magistrado advertiu ainda que, em caso de novo descumprimento, poderá haver a desconsideração da personalidade jurídica das empresas, o que transferiria a responsabilidade diretamente para os sócios.
A retomada das operações havia sido anunciada na noite de quinta-feira, 5, após reunião no sindicato dos rodoviários e decisão judicial. O presidente do sindicato, Marcelo Brito, chegou a divulgar um vídeo afirmando que a categoria estava liberada para retornar ao trabalho.
No entanto, na manhã desta sexta-feira, parte dos motoristas não compareceu às garagens, e os coletivos não saíram para as ruas, prolongando a paralisação do transporte público na capital. Empresários alegam que os veículos estavam prontos para operar, mas que houve ausência significativa de trabalhadores.
O impasse entra agora em uma fase judicial mais rigorosa. A medida do TRT visa assegurar o cumprimento do acordo e restabelecer um serviço essencial para milhares de usuários do transporte coletivo em São Luís, que permanecem sem opção de locomoção.
