O Comando Sul das forças militares dos Estados Unidos anunciou mais uma operação ofensiva no Oceano Pacífico que resultou na morte de seis pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas. O ataque ocorreu no último domingo (8), segundo informações divulgadas pela instituição em sua conta oficial na rede social X.
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De acordo com a nota do comando militar, as tropas norte-americanas “fizeram um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por organizações designadas como terroristas”. O órgão afirmou ainda que “as informações dos serviços de informação confirmaram que a embarcação navegava por rotas conhecidas de tráfico de drogas no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de tráfico”.
A nota oficial informa que os seis ocupantes do barco morreram na ação. Não houve feridos entre os militares dos Estados Unidos. Como tem sido prática recorrente desde o início da Operação Lança do Sul, em setembro de 2025, o Exército norte-americano divulgou um vídeo que mostra a embarcação flutuando antes de ser tomada pelas chamas.
Dados oficiais indicam que, desde o início da campanha militar, ao menos 157 pessoas morreram em 45 ataques. A operação é apresentada pelo governo dos EUA como uma ação de combate ao tráfico de drogas na América Central, América do Sul e Caribe.
Apesar das justificativas oficiais, a administração norte-americana nunca apresentou provas concretas que comprovem que as embarcações alvejadas estavam de fato envolvidas com o tráfico de drogas. A legalidade das ações contra os cartéis que tentam levar drogas para o território dos EUA segue gerando debate tanto no cenário internacional quanto na própria política norte-americana.
A nova ação ocorre um dia após o lançamento da iniciativa “Escudo das Américas” pelo presidente Donald Trump. No sábado (7), o republicano reuniu mais de dez líderes latino-americanos de direita em Miami para formar uma nova coalizão militar contra os chamados “narcoterroristas”.
Como exemplo dessa cooperação, o Comando Sul dos EUA e o Equador realizaram na semana passada a primeira operação militar conjunta contra o tráfico de drogas em território equatoriano.
Na última quinta-feira (5), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, assinou um acordo com representantes de quase 20 governos da América Latina e do Caribe para enfrentamento aos “narcoterroristas”. Na ocasião, Hegseth alertou que os Estados Unidos “estão prontos” para lançar uma “ofensiva por terra” caso não haja cooperação dos países da região.
A frota militar destacada desde setembro permanece parcialmente na região, mas o grupo do porta-aviões IJSS Ford, que estava posicionado na área, foi redesignado para o Oriente Médio.
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