A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Polícia Civil do Maranhão (PCMA), deflagrou nesta quinta-feira (19) a Operação Resina Oculta, que investiga um esquema sofisticado de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. As apurações apontam que o Maranhão era utilizado como base para ocultar recursos ilícitos vindos do Distrito Federal.
Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava como um centro de distribuição de entorpecentes em diversas regiões administrativas de Brasília e cidades do entorno. Para legalizar o dinheiro obtido com o tráfico, os investigados enviavam recursos para cerca de 20 empresas de fachada registradas em São Luís.
As empresas eram oficialmente registradas em nome de “laranjas”, pessoas usadas para ocultar os verdadeiros donos do esquema. Um caso que chamou a atenção da polícia envolvia um frentista de 19 anos que figurava como titular de empresas com movimentações milionárias, completamente incompatíveis com sua renda.
A operação foi realizada simultaneamente no Maranhão, Distrito Federal, Goiás e Amazonas. No total, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão. No Maranhão, as ações se concentraram principalmente em São Luís e São José de Ribamar.
O Poder Judiciário também autorizou o bloqueio de bens e valores de 50 pessoas jurídicas ligadas ao grupo, com limite de até R$ 15 milhões por CNPJ. Além das contas congeladas, a polícia apreendeu sete automóveis de luxo e armamentos.
Segundo os delegados responsáveis, o objetivo principal da operação é asfixiar financeiramente a organização criminosa. Ao atingir o fluxo de caixa e o patrimônio, a polícia busca desarticular a estrutura logística que permitia o transporte de drogas para a capital federal.
A expectativa das autoridades é que a ação contribua para interromper as atividades do grupo, reduzir a circulação de entorpecentes e fortalecer o combate ao crime organizado interestadual.
Reportagem de Juliana Prado.
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