Os cerca de 200 profissionais responsáveis pelos serviços de limpeza do Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II) e do Hospital da Criança, em São Luís, decidiram cruzar os braços a partir da madrugada desta quinta-feira (16). A paralisação, por tempo indeterminado, foi anunciada pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de São Luís (SEEAC) após a empresa terceirizada não regularizar os débitos com a categoria.
De acordo com o SEEAC, a decisão foi motivada por atrasos recorrentes no pagamento dos salários, do ticket alimentação e de outros benefícios trabalhistas. A categoria havia concedido um prazo para que a empresa responsável resolvesse a situação, e, na semana passada, o sindicato encaminhou ofícios comunicando a possibilidade de paralisação. Diante da manutenção dos débitos em aberto, os trabalhadores deflagraram a greve, que seguirá até que todos os pagamentos pendentes sejam quitados.
A mobilização pode comprometer os serviços de limpeza nas duas unidades de saúde, que são referências no atendimento de urgência, emergência e pediatria na capital maranhense. A paralisação ocorre em um contexto de recorrentes problemas com o pagamento de terceirizados na rede municipal. Em novembro de 2023, trabalhadores da limpeza do Socorrão II e de unidades mistas já haviam feito uma paralisação de advertência pelos mesmos motivos, encerrada após a Prefeitura de São Luís se comprometer a repassar os valores às empresas responsáveis. Na ocasião, o sindicato alertou que cerca de 370 trabalhadores de 26 unidades de saúde eram afetados pela falta de pagamento .
A reportagem procurou a empresa responsável pelos serviços de limpeza e a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) para se manifestarem sobre o movimento grevista, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para posicionamentos.
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