A circulação de ônibus em São Luís foi mantida na manhã desta quarta-feira, 11, após um pagamento de emergência da Prefeitura. No entanto, a ameaça concreta de uma greve dos rodoviários não foi afastada. Apesar de o Município ter depositado, na noite de terça-feira, R$ 1,459 milhão referente a um subsídio atrasado, o repasse desse valor aos trabalhadores ainda não ocorreu, mantendo o setor em estado de alerta.
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A situação levou a uma corrida contra o tempo para evitar a paralisação total dos ônibus, que estava marcada para começar à meia-noite. A promotora do Consumidor, Lídia Cavalcanti, confirmou o depósito feito pela Prefeitura, mas destacou que o dinheiro ainda não chegou às mãos dos empresários do transporte para, então, ser repassado aos funcionários. O atraso nessa cadeia de pagamento mantém vivo o risco de interrupção dos serviços.
As tratativas em curso têm como objetivo principal convencer os rodoviários a não cumprirem a promessa de greve e a aguardarem a conclusão da movimentação bancária ao longo do dia. A decisão da categoria de manter os ônibus nas ruas foi apresentada como temporária, condicionada à efetiva regularização dos pagamentos.
O impasse vinha se arrastando e motivou inclusive ação judicial do Ministério Público. A promotora Lídia Cavalcanti havia alertado que os cortes nos repasses municipais colocavam em risco direto o pagamento de salários e benefícios, cenário que naturalmente levou à organização de uma paralisação por parte dos trabalhadores.
Agora, o que evita a greve é uma frágil expectativa. Se o dinheiro não for efetivamente liberado pelas empresas aos rodoviários dentro do prazo esperado, a paralisação, que foi apenas adiada, pode ser rapidamente concretizada, podendo paralisar a cidade. A situação permanece indefinida, com a pressão da categoria agora transferida para as empresas de transporte.
