O co-vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós (PT), subiu à tribuna durante o pequeno expediente da sessão desta terça-feira (19) para defender o fim da escala 6×1 e repercutir a realização, no último sábado (16), na Câmara de São Luís, de audiência pública promovida pela Comissão Especial da Câmara Federal que analisa o fim da escala 6×1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 0221/2019.
Em seu discurso, Jhonatan Soares defendeu a relevância da chamada PEC 221/2019 não apenas para as dezenas de milhões de trabalhadores celetistas, como para toda a população economicamente ativa. O parlamentar traçou o perfil do trabalhador brasileiro, citando pesquisa Quaest. Segundo o co-vereador, trata-se de uma matéria que afeta cerca de 70% da população que possui dois, às vezes até três empregos para atingir uma remuneração justa. Ele assinalou a necessidade de escutar a juventude, as mulheres, sobretudo as mulheres negras e empobrecidas, que representam a maior parte dessa parcela.
Além do deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC 0221/2019, o evento reuniu o membro da Comissão Especial, deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT), os deputados federais Márcio Jerry (PCdoB) e Hildo Rocha (MDB), o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), e o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Luís, Edmilson dos Santos, representando a Central Única dos Trabalhadores.
A expectativa é que a matéria entre em tramitação na Câmara Federal ainda no mês de maio, Mês do Trabalhador. O Coletivo Nós defende que esta é a pauta mais importante desde a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1º de maio de 1943, no Rio de Janeiro. Jhonatan Soares lembra que a aprovação deve provocar uma profunda transformação social, com mais tempo para educação, saúde e lazer.
Caso aprovada, a jornada semanal de 40 horas representará dois dias de folga para cada cinco dias trabalhados. O co-vereador finalizou o discurso afirmando ser essa uma importante conquista, possivelmente a mais importante dos últimos 50 anos no país, já que os trabalhadores brasileiros em sua maioria não recebem 20 mil reais mensais, mas até dois salários mínimos, não possuem apenas um trabalho para sustentar a si e sua família, e portanto não têm tempo para o descanso.
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