Na manhã desta quinta-feira (21) no Cemitério Municipal da Matinha, em São José de Ribamar, na Grande Ilha, funcionários do local encontraram um saco plástico contendo uma ossada ao lado de um túmulo que já havia sido alvo de vândalos e, mais recentemente, de um crime incomum: o roubo do corpo do idoso Sebastião da Conceição, de 86 anos, morto em outubro de 2025.
O achado ocorreu por volta das 11h50, quando uma funcionária do cemitério percebeu mau cheiro vindo de um saco depositado próximo à sepultura violada. Imediatamente, ela acionou a Polícia e a família de Sebastião. A área foi isolada, e o Instituto Médico Legal (IML) foi chamado para realizar exames que vão determinar se a ossada é de origem animal ou humana. Os peritos também vão investigar se os restos mortais podem ser os próprios ossos do idoso levados há pouco mais de um mês.
O desaparecimento do corpo de Sebastião aconteceu no dia 18 de abril. Na ocasião, a administração do cemitério informou que o furto ocorreu durante a noite, período em que não há vigilantes no local. Além disso, o campo santo não dispõe de câmeras de segurança. Familiares relataram que o túmulo já vinha sendo alvo de arrombamentos desde fevereiro, o que os levou a vedar a sepultura com cimento. A medida, no entanto, não foi suficiente para impedir que o cadáver fosse retirado.
A descoberta do saco com ossadas reacendeu a esperança de respostas para a família de Sebastião. Silvana Lisboa, filha do idoso, afirmou que ainda não é possível afirmar se os restos pertencem ao pai, mas cobrou celeridade nas investigações. Ela disse que aguarda uma posição das autoridades para entender o que houve com o desaparecimento do corpo.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda os laudos do IML para dar prosseguimento às apurações. Até o fechamento desta edição, a administração do Cemitério da Matinha não havia se manifestado sobre o novo achado.
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