Crença popular que atravessa gerações, a ideia de que tomar banho de chuva pode levar a gripes e resfriados não encontra respaldo na ciência. Especialistas ouvidos pela reportagem explicam que as doenças respiratórias são causadas exclusivamente por vírus, e não pela água ou pelo frio em si.
“Essa ideia é comum, mas gripe e resfriado são provocados por vírus, não pela chuva em si”, afirma o professor da Faculdade de Medicina de Açailândia (IDOMED Fameac), Pablo Germano.
Apesar de a chuva não ser a causadora direta dessas enfermidades, sair desprotegido em um temporal não é isento de perigos. Entre os riscos reais estão a exposição a descargas elétricas, especialmente em áreas abertas, quedas em pisos escorregadios e o contato com águas contaminadas. O médico e professor destaca que, em situações mais graves, há ainda a possibilidade de contrair leptospirose, doença transmitida pela urina de ratos, comum em regiões alagadas.
A coincidência entre o período chuvoso e o aumento de casos de infecções respiratórias tem outra explicação. Segundo o especialista, as chuvas costumam vir acompanhadas de temperaturas mais baixas, o que favorece a circulação viral. Além disso, as pessoas tendem a permanecer por mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, cenário que facilita a transmissão de gripes, resfriados e outras infecções.
Para quem for surpreendido por uma chuva e acabar se molhando, os cuidados são simples: secar bem o corpo, trocar de roupa imediatamente, agasalhar-se se necessário e higienizar o nariz com soro fisiológico. Essas medidas ajudam a evitar desconfortos e reduzem o risco de complicações.
Pablo Germano conclui que, mais do que fugir da chuva, o essencial está nos hábitos diários. Manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, garantir ambientes ventilados e usar máscara ao apresentar sintomas são as atitudes que realmente fazem diferença na proteção da saúde.
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