As oitivas do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e da primeira-dama do município, Eva Curió, marcadas para esta terça-feira (6), foram adiadas para o dia 9 de janeiro. O adiamento foi solicitado pela defesa dos investigados e aceito pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). O casal chegou a se deslocar até a sede do órgão, em São Luís, onde os depoimentos da Operação Tântalo II estão sendo realizados.
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A operação, que investiga um esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal de Turilândia, apura o desvio de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos. Segundo o MPMA, o prefeito Paulo Curió é identificado como o líder da organização criminosa e o principal destinatário dos valores, desviados por meio de empresas supostamente fictícias para fraudar licitações.
Na primeira rodada de depoimentos, realizada na segunda-feira (5), apenas uma das seis pessoas convocadas optou por falar. A chefe do Setor de Compras da Prefeitura, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, negou participação no esquema. Ela é investigada por supostamente auxiliar na gestão financeira dos recursos e por ocultar a não execução de contratos. Os outros cinco investigados, entre eles um médico neurocirurgião acusado de agiotagem política, uma pregoeira, um contador, a ex-vice-prefeita e seu marido, exerceram o direito de permanecer em silêncio.
As oitivas prosseguem nesta quarta-feira (7) com a vice-prefeita atual, Tânya Karla Cardoso Mendonça, e o marido dela. Após a conclusão de todos os depoimentos, o MPMA irá confrontar as versões com as provas do inquérito para, então, formalizar a denúncia contra os envolvidos.
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