A desembargadora Galiza tomou posse como presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), tornando-se a sexta mulher a ocupar o cargo na história da corte. Durante a cerimônia, a magistrada ressaltou que a presença feminina em posições de liderança nas instituições representa um avanço para a pluralidade e a legitimidade democrática.
Em seu discurso, a desembargadora afirmou que a posse simboliza não apenas uma conquista individual, mas o reconhecimento de mulheres que enfrentaram barreiras históricas para acessar espaços de poder. Ela também destacou a singularidade da Justiça Eleitoral brasileira, que reúne a organização do processo eleitoral, o julgamento de conflitos e a guarda da legitimidade do voto. Para a nova presidente, a função exige preparo técnico, equilíbrio e consciência do impacto social de cada decisão.
A segurança do sistema eletrônico de votação foi um dos pontos centrais da fala da desembargadora. Ela lembrou que a urna eletrônica está prestes a completar três décadas de uso no país, desde sua implantação em 1996. A magistrada ressaltou que o sistema permite auditoria em todas as etapas (antes, durante e após as eleições) e é submetido regularmente a testes públicos.
A transparência do processo, segundo ela, é reforçada pelo acompanhamento de partidos políticos, advogados, representantes da sociedade civil e da imprensa. A desembargadora reiterou o convite para que esses atores participem ativamente da fiscalização das eleições de 2026, com acesso garantido às etapas de verificação e auditoria das urnas.
Sobre o uso de tecnologia no pleito, a magistrada apontou a inteligência artificial como uma possível aliada da democracia, desde que empregada com transparência e dentro dos limites legais. O tribunal, afirmou, estará vigilante para assegurar essa conduta.
A nova presidente reafirmou ainda o compromisso de sua gestão com o cumprimento rigoroso da Constituição, das leis e das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pautando a atuação pela imparcialidade e pelo interesse público. Ela também defendeu o debate colegiado franco, respeitoso e plural, reconhecendo as divergências de ideias como parte legítima do processo decisório. Por fim, destacou que a atuação integrada entre a Presidência e a Corregedoria será fundamental para uma condução baseada no diálogo e no respeito mútuo.
Vice-presidente e Corregedor
O desembargador Sebastião Bonfim assumiu a vice-presidência e a Corregedoria do TRE-MA. Ele declarou estar ciente das responsabilidades inerentes aos cargos, que exigem articulação, presença institucional e decisões firmes. Com mais de três décadas de magistratura e atuação em diversas comarcas do estado, Bonfim afirmou que sua experiência prévia no tribunal lhe proporcionou conhecimento da estrutura e do funcionamento da corte.
O magistrado lembrou que, em outubro de 2026, cerca de cinco milhões de eleitores maranhenses irão às urnas para escolher presidente da República, governador, senadores, deputados federais e estaduais. Para ele, o pleito será o mais amplo do ciclo democrático e a Justiça Eleitoral precisa corresponder à expectativa de imparcialidade, eficiência, transparência e respeito aos princípios republicanos. Bonfim defendeu que a democracia se distingue pelo voto e que a Justiça Eleitoral existe para garantir que esse ato seja livre, seguro e respeitado em cada etapa, do cadastramento do eleitor à diplomação.
Bonfim concluiu sua fala com homenagens a advogados, membros do Ministério Público, integrantes do colegiado e profissionais da imprensa, a quem atribuiu papel essencial no fortalecimento das instituições e no vigor do processo democrático.
Saudação da Corte
Em nome da Corte Eleitoral, a juíza Rosângela Prazeres saudou a nova presidente, destacando o vínculo dela com o Maranhão e o simbolismo de sua posse como reflexo do avanço na superação de barreiras históricas à participação feminina nos espaços de decisão. A magistrada associou a liberdade como fundamento da democracia à ampliação da presença feminina.
Sobre o desembargador Sebastião Bonfim, a juíza enalteceu sua trajetória, experiência e capacidade de gestão, credenciais que o habilitam a conduzir as eleições no estado ao lado da presidente. Ela finalizou sublinhando três virtudes de ambos: o bom senso, a serenidade e o equilíbrio.
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