A taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,1% no trimestre móvel encerrado em março de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador cresceu 1,0 ponto percentual em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2025, quando havia ficado em 5,1%. Apesar da alta na comparação imediata, o resultado representa uma queda de 0,9 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2025, que fechou em 7,0%.
Esse é o menor patamar de desemprego para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Além disso, desde o trimestre finalizado em maio de 2025 o indicador não ultrapassava os 6,0%.
A população desocupada chegou a 6,6 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 19,6% no trimestre, ou mais 1,1 milhão de brasileiros em busca de trabalho. Na comparação anual, porém, o contingente de pessoas procurando ocupação caiu 13,0%, o equivalente a menos 987 mil pessoas.
O total de ocupados no país ficou em 102,0 milhões de trabalhadores. Houve recuo de 1,0% no trimestre, significando 1,0 milhão de postos de trabalho a menos. Em relação ao mesmo período de 2025, no entanto, o nível de ocupação cresceu 1,5%, com mais 1,5 milhão de pessoas trabalhando.
Três setores perdem empregos na comparação trimestral
Na análise por atividades, nenhum dos dez grupamentos pesquisados registrou alta no número de ocupados frente ao trimestre imediatamente anterior. Três deles tiveram redução: Comércio, com queda de 1,5% (menos 287 mil pessoas); Administração pública, com recuo de 2,3% (menos 439 mil pessoas); e Serviços domésticos, com diminuição de 2,6% (menos 148 mil pessoas). Juntos, esses três setores perderam mais de 870 mil postos de trabalho no trimestre.
Na comparação com março de 2025, dois grupamentos apresentaram alta no contingente de ocupados. O setor de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas cresceu 3,2%, o equivalente a mais 406 mil pessoas. A Administração pública aumentou 4,8%, com mais 860 mil trabalhadores. Nessa mesma base de comparação anual, apenas o setor de Serviços domésticos teve redução, de 3,6%, ou menos 202 mil pessoas.
A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, afirmou que a redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que tipicamente apresentam esse comportamento, seja pela tendência de recuo no Comércio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporários nas atividades de Educação e Saúde no setor público municipal.
Leia outras notícias em recordnewsma.com. Siga a Record News MA no Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva em nosso canal no Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso WhatsApp (98) 99100-8186.



