Em visita ao marido preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (6), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda após uma crise enquanto dormia. Segundo ela, o ex-presidente caiu da cama e bateu a cabeça em um móvel.
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De acordo com a publicação feita pela ex-primeira-dama em redes sociais, o quarto onde Bolsonaro está preso permanece fechado, e ele só teria recebido atendimento quando foi chamado para a visita conjugal. Michelle declarou que aguarda informações do delegado responsável para saber como foram prestados os primeiros socorros. Ela não detalhou a natureza da crise que teria levado à queda.
O ex-presidente, condenado por liderar tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, está preso desde 22 de novembro. A visita de Michelle foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que concedeu à família o direito a visitas permanentes, porém com restrições de horário e número de pessoas.
Estado de saúde em monitoramento constante
O episódio ocorre em meio a um período frágil da saúde do ex-presidente. Bolsonaro passou o Natal e o Réveillon internado em um hospital de Brasília, onde se submeteu a quatro procedimentos cirúrgicos – um para correção de hérnia inguinal bilateral e três para tratar crises de soluço persistentes.
Segundo avaliação médica, ele sofre de um caso raro de soluço que exigirá tratamento contínuo, incluindo fisioterapia. Exames também identificaram um quadro severo de apneia do sono, condição para a qual ele iniciou o uso do equipamento Cpap. A defesa do ex-presidente informou ainda que ele recebeu prescrição para medicamentos contra depressão.
Um dos médicos que o operou, Brasil Caiado, mantém visita diária ao paciente. Nesta terça, ele esteve no prédio da PF e se reuniu brevemente com Michelle Bolsonaro antes de ambos entrarem juntos nas dependências da polícia.
Pedido de prisão domiciliar negado
A defesa de Jair Bolsonaro argumentou que seu estado de saúde, agravado pela internação hospitalar, justificaria a conversão da prisão preventiva em domiciliar. O pleito, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes na última quinta-feira (1º), logo após a alta médica do ex-presidente.
A prisão preventiva foi decretada após tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica com ferro de solda e posteriormente confirmada pela Primeira Turma do STF. O ex-presidente cumpre a detenção na sede da PF na capital federal.
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