Um homem de 23 anos foi preso na manhã desta terça-feira (17), na cidade de Inajá, suspeito de cometer crimes sexuais no ambiente virtual contra uma criança de 9 anos, moradora de Pastos Bons, a cerca de 550 km de São Luís.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão, com apoio da Polícia Civil de Pernambuco, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, o suspeito utilizava um perfil falso em redes sociais para se aproximar da vítima. Ele prometia enviar presentes, dinheiro e brinquedos em troca de conteúdos íntimos, prática caracterizada como aliciamento infantil no ambiente virtual.
A apuração teve início em Pastos Bons, após a identificação do crime. Com o avanço das investigações, o caso foi encaminhado ao setor de inteligência da Polícia Civil do Maranhão, que utilizou ferramentas tecnológicas para rastrear a origem das mensagens e localizar o suspeito em Pernambuco.
A operação contou com a atuação do Centro de Inteligência da Polícia Civil do Maranhão, além do apoio da delegacia de Inajá e da Delegacia Regional de Petrolândia, no estado pernambucano.
Após ser localizado, o homem foi preso em Inajá e encaminhado ao sistema prisional de Pernambuco, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele deverá passar por audiência de custódia, e a Polícia Civil do Maranhão poderá solicitar a transferência do suspeito para o estado, onde responderá ao processo, já que a vítima reside no Maranhão.
As autoridades reforçam que crimes desse tipo têm se tornado cada vez mais frequentes no ambiente digital, principalmente por meio de redes sociais e jogos online, onde criminosos se passam por outras pessoas para conquistar a confiança de crianças e adolescentes.
Como forma de prevenção, a polícia alerta que o monitoramento do uso da internet por crianças é essencial para evitar situações de risco.
Casos de suspeita de exploração ou abuso infantil podem ser denunciados de forma anônima por meio do Disque 100, pelo Conselho Tutelar da cidade ou junto à Polícia Civil, através do número 181 ou em delegacias especializadas.
Reportagem de Juliana Prado.
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