A taxa de inadimplência no pagamento de aluguéis no Brasil caiu para 3,21% em março, o menor patamar dos últimos 11 meses, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica. O resultado representa uma redução de 0,14 ponto percentual em relação a fevereiro, quando o índice havia alcançado 3,35%. Na comparação anual, porém, houve leve alta de 0,12 ponto percentual frente aos 3,09% registrados em março de 2025.
A retração ocorre após um aumento no mês anterior e indica um alívio momentâneo para parte das famílias. Ainda assim, o cenário econômico, marcado por juros elevados e inflação persistente, segue como fator de atenção para a capacidade de pagamento dos inquilinos nos próximos meses.
A análise por faixa de valor dos imóveis mostra que os contratos mais baratos continuam concentrando os maiores índices de atraso. Nos imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000, a inadimplência caiu de 6,19% em fevereiro para 5,98% em março, mas permanece acima das demais faixas. Esse segmento supera, pelo terceiro mês consecutivo, os níveis observados em imóveis de maior valor.
Os imóveis com aluguel superior a R$ 13 mil, que lideravam a inadimplência no início do ano, passaram a ocupar a segunda posição, com taxa de 5,83% em março, abaixo dos 6,01% registrados em fevereiro. Já as faixas intermediárias, entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, mantiveram os menores índices do mercado, próximos de 1,9%.
Nos imóveis comerciais, o comportamento segue padrão semelhante. A maior taxa foi observada em contratos de até R$ 1.000, com 7,41%, apesar da queda em relação ao mês anterior. Em seguida aparecem os imóveis acima de R$ 13 mil, com 5,19%. A menor inadimplência ficou na faixa entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 3,81%.
Considerando o tipo de imóvel, houve redução generalizada. Apartamentos registraram inadimplência de 2,30%, leve queda frente a fevereiro. Nas casas, o índice recuou para 3,60%, enquanto os imóveis comerciais apresentaram taxa de 4,54%, também em queda.
O recorte regional mostra que o Nordeste segue com o maior nível de inadimplência do país, atingindo 4,77% em março, ligeiramente acima do mês anterior. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,29%, seguido pelo Centro-Oeste, com 3,17%. No Sudeste, a taxa ficou em 3,14%, enquanto o Sul manteve o menor índice nacional, de 2,77%.
Os dados indicam que, embora haja uma melhora pontual, as dificuldades persistem principalmente entre famílias de menor renda, mais expostas ao impacto de custos essenciais como alimentação e transporte.
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