A produção industrial brasileira ficou estagnada em novembro de 2025, com variação de 0,0% em relação a outubro, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesra da estabilidade no agregado nacional, o cenário foi marcado por fortes disparidades regionais, com oito dos 15 locais pesquisados apresentando taxas positivas.
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Os maiores avanços mensais foram observados em Mato Grosso (7,2%) e no Espírito Santo (4,4%). O desempenho mato-grossense, o quarto positivo consecutivo, foi impulsionado principalmente pelo setor de produtos químicos, registrando a alta mais intensa desde março de 2023. Já o Espírito Santo recuperou-se da queda de 1,4% vista em outubro, com desempenho puxado pelas atividades de metalurgia e indústrias extrativas.
Outros estados com resultados positivos foram Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Minas Gerais (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e a Região Nordeste como um todo (0,1%).
Quedas expressivas
Na contramão, Goiás registrou a queda mais acentuada do país em novembro: -6,4%. O recuo interrompeu uma sequência de quatro meses de crescimento e foi influenciado principalmente pelos setores de derivados do petróleo e biocombustíveis e de alimentos. Foi o resultado mensal mais negativo para o estado desde novembro de 2019.
Amazonas (-2,8%), Ceará (-2,6%), Rio de Janeiro (-1,9%), Santa Catarina (-0,8%) e Pará (-0,5%) também tiveram variação negativa na produção industrial.
São Paulo, que responde por cerca de um terço do parque industrial nacional, recuou 0,6% em novembro. Foi o terceiro mês consecutivo de queda, acumulando perda de 2,9% no período. Segundo a pesquisa, a indústria paulista opera 2,8% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 23,8% abaixo do pico histórico de produção, alcançado em março de 2011.
Comparação anual também mostra retração
Na comparação com novembro de 2024, o setor industrial brasileiro recuou 1,2% em novembro de 2025, com nove dos 18 locais analisados apresentando resultados negativos. Os recuos mais intensos foram registrados em Mato Grosso do Sul (-13,9%) e no Pará (-11,6%).
Por outro lado, o Espírito Santo se destacou com um crescimento expressivo de 36,8% na comparação anual. Analistas do IBGE ponderam, no entanto, que o avanço capixaba foi influenciado por uma base de comparação particularmente baixa, já que em novembro de 2024 o estado havia registrado uma queda de 12,0% na produção.
A PIM Regional é uma pesquisa histórica do IBGE, realizada desde a década de 1970, e abrange 17 unidades da federação e a região Nordeste. A próxima divulgação dos dados está prevista para 10 de fevereiro.
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