A Justiça do Maranhão determinou a aplicação de medidas protetivas de urgência em favor da enfermeira Hellen Kariny Marreiros Coelho, ex-companheira do vereador Carlos Marlon de Sousa Botão Filho, conhecido como Marlon Botão. A decisão foi tomada com base em denúncias de violência doméstica que incluem relatos de humilhações constantes, ameaças e suposto uso da influência política para intimidar a vítima.
De acordo com os autos, Hellen Kariny descreveu um histórico de comportamentos abusivos por parte do parlamentar. Um dos episódios mais graves teria ocorrido durante a internação do filho do casal, uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo o relato, o vereador teria adotado postura agressiva dentro da unidade hospitalar, agravando o quadro de violência psicológica já narrado.
Diante da gravidade das acusações e do risco identificado à integridade da mulher, o Judiciário impôs uma série de restrições ao edil. Entre as medidas, está a proibição de se aproximar da vítima a menos de 300 metros, bem como a vedação de qualquer tipo de contato, inclusive por meio de redes sociais ou por intermédio de terceiros.
Além disso, a decisão suspendeu as visitas do vereador ao filho até que seja realizada uma avaliação psicossocial. O magistrado também determinou que o investigado não utilize o cargo ou sua influência política para intimidar a ex-companheira.
A decisão judicial ressalta que o descumprimento das medidas pode resultar em prisão preventiva, além de configurar crime previsto na Lei Maria da Penha.
Procurada até o fechamento desta edição, a defesa do vereador não se manifestou oficialmente sobre o caso. O espaço permanece aberto para futuros esclarecimentos.
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