Uma ação orquestrada por criminosos para recuperar um carregamento de madeira apreendida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) terminou com uma condenação na Justiça Federal. O caso ocorreu em outubro de 2013, no município de Santa Luzia do Paruá, interior do Maranhão, poucos dias depois da Operação Hiléia Pátria, uma força-tarefa do Ibama e do Exército Brasileiro contra o desmatamento ilegal.
Na época, as equipes ambientais haviam apreendido equipamentos e aproximadamente 140 toras de madeira nativa. O material ficou armazenado sob a guarda do poder público em uma serraria da cidade. De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), um grupo de pessoas se organizou para retirar a carga ilegalmente do depósito, utilizando caminhões e maquinário pesado.
Investigações do MPF apontaram que o roubo teve motivação de retaliação às fiscalizações ambientais rigorosas que vinham sendo realizadas na região. A Justiça Federal considerou provas robustas, incluindo interceptações telefônicas, depoimentos de testemunhas e a confirmação da presença do acusado no local do crime. O magistrado reconheceu participação direta do homem no crime de roubo qualificado pelo concurso de mais de uma pessoa.
O réu foi sentenciado a 6 anos, 2 meses e 22 dias de prisão, com início do cumprimento em regime semiaberto, além do pagamento de multa. O processo criminal de número 0024719-48.2014.4.01.3700 envolveu outros suspeitos. Dois acusados foram absolvidos, e o processo foi suspenso em relação a outros três devido à falta de citação e à prescrição dos crimes, quando se perde a possibilidade de punir pelo tempo decorrido. A sentença ainda cabe recurso.
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