O Maranhão foi o sexto estado brasileiro que mais evoluiu no pilar de Capital Humano entre 2023 e 2025, de acordo com levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP). Na região Nordeste, a unidade da federação alcançou a segunda posição, atrás apenas da Bahia. O ranking avalia a evolução dos próprios estados ao longo do tempo, considerando indicadores de políticas públicas e eficiência administrativa.
O pilar Capital Humano, parte do Ranking de Competitividade dos Estados, leva em conta variáveis como custo da mão de obra, proporção da população economicamente ativa (PEA) com ensino superior, produtividade do trabalho, qualificação dos trabalhadores, formalidade do mercado de trabalho, inserção econômica geral e de jovens, desocupação de longo prazo e subocupação por insuficiência de horas trabalhadas.
No recorte nacional, o Maranhão ficou à frente de 21 estados, atrás de Mato Grosso (1º), Bahia (2º), Rio de Janeiro (3º), Amapá (4º) e Amazonas (5º). No Nordeste, a posição maranhense é a segunda, seguida pela Paraíba. Os três estados são os únicos da região no top 10 nacional.
Um dos fatores que contribuiu para o resultado foi a formalidade do mercado de trabalho. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a taxa de formalização no estado atingiu 42,4% no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.
O presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Dionantan Carvalho, afirmou que os indicadores recentes apontam um cenário mais favorável para o mercado de trabalho local. Segundo ele, o desemprego está em um dos menores níveis já observados para o período, enquanto ocupação e formalização apresentam trajetória de crescimento gradual.
O cenário é reforçado pelo Novo Caged, que acompanha o mercado formal sob o regime CLT. No primeiro trimestre de 2026, o Maranhão registrou saldo positivo de 6.632 empregos formais, com 75.562 admissões e 68.930 desligamentos. Com esse desempenho, o estado teve a terceira maior geração líquida de vagas formais do Nordeste no período.
Outros indicadores do pilar Capital Humano, como Inserção Econômica e Inserção Econômica dos Jovens, também apresentaram resultados positivos. O governo estadual aponta que a liderança do PIB do Nordeste em 2025 e a expansão econômica estão ligadas a programas de incentivo, como o Trabalho Jovem. A iniciativa, coordenada no eixo de estágio social pela Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (Seinc), já encaminhou 4 mil jovens para estágios em empresas maranhenses e outros 2 mil para órgãos públicos estaduais, abrangendo 155 cidades.
O secretário de Estado de Indústria e Comércio, Júnior Marreca, afirmou que o compromisso do governo é com a geração de empregos e a criação de políticas públicas que deem oportunidade à população. Segundo ele, as parcerias dos últimos anos tiveram o propósito de atrair investimento, qualificar a mão de obra e incentivar setores que movimentam a economia. Ele acrescentou que a orientação do governador Carlos Brandão é de que governar significa criar oportunidades e que os esforços são direcionados para que os cidadãos ocupem postos de trabalho dignos.
O indicador de Qualificação dos Trabalhadores também registrou avanço. A Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária (Setres) executa iniciativas como o Projeto Superação, presente em mais de 30 municípios, que deve atender 700 jovens neste ano com formação complementar para ingresso no mercado de trabalho por meio do Programa Jovem Aprendiz. O público prioritário são adolescentes e jovens em vulnerabilidade social, incluindo aqueles em cumprimento de medidas socioeducativas e egressos do trabalho infantil.
Outro programa é o Residência Profissional, voltado a recém‑formados em engenharias e ciências sociais. Lançado em 2025, contemplou 60 residentes distribuídos em 16 empresas. Em 2026, mais 50 vagas foram abertas. O Qualificação Mais Trabalho oferece cursos de qualificação profissional alinhados às demandas do mercado, combinando formação teórica e prática. A meta é qualificar cerca de 800 trabalhadores, dos quais 520 já foram capacitados.
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