O Maranhão conquistou a quarta posição no pilar de Infraestrutura do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, levantamento realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Na região Nordeste, o estado ocupa o terceiro lugar, atrás de Sergipe (primeiro) e Piauí (segundo). Nacionalmente, Sergipe, Piauí e Minas Gerais ficaram à frente do Maranhão.
O ranking avalia o desempenho das 27 unidades da federação com base em indicadores de políticas públicas e eficiência administrativa, considerando a evolução de cada estado entre 2023 e 2025 em comparação com seus próprios resultados anteriores.
O pilar de Infraestrutura leva em conta variáveis como acessibilidade e qualidade dos serviços de telecomunicações, custo de combustíveis, custo de saneamento básico, disponibilidade de voos diretos, acesso à energia elétrica, custo e qualidade da energia, qualidade das rodovias e backhaul de fibra óptica.
No quesito qualidade das rodovias, o Maranhão subiu duas posições no ranking geral em relação a 2024. Desde 2023, o governo estadual concentrou ações de ampliação e reestruturação da infraestrutura viária. Foram entregues obras como a ponte sobre o Rio Preguiças, a Nova Litorânea, a Avenida Metropolitana e a Estrada da Raposa.
As intervenções incluíram a pavimentação de vias urbanas e rodovias estaduais, como as estradas do Abacaxi (São Domingos do Maranhão), do Jacaré (Penalva), a MA-006 (trecho de Tasso Fragoso a Alto Parnaíba) e a MA-014 (trecho de Palmeirândia a São Bento). Os serviços foram executados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), abrangendo desde drenagem até sinalização das vias.
No último sábado (16), o governo entregou as obras de recuperação da MA-372, que liga a MA-270, em Mirador, à BR-230, em São Domingos do Azeitão. Com 85 quilômetros de extensão, a rodovia é a maior obra de pavimentação da gestão atual.
O secretário de Estado de Infraestrutura, Aparício Bandeira, atribuiu o resultado do CLP a um trabalho consistente iniciado no começo da gestão do governador Carlos Brandão. Ele afirmou que mais de 6 mil quilômetros de rodovias estaduais foram contemplados com obras e serviços, incluindo recuperação de vias existentes e implantação de novos corredores viários.
No transporte aéreo, o ranking considera a existência de voos diretos. O governo estadual, em parceria com companhias aéreas e o Ministério do Turismo, ampliou a malha de voos diretos partindo de São Luís. A Gol Linhas Aéreas implantou rota diária para o Rio de Janeiro desde abril. A TAP Air Portugal anunciou a rota Lisboa – São Luís, com início das operações em outubro.
A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, afirmou que o crescimento do fluxo de voos reflete ações de promoção turística em feiras nacionais e internacionais realizadas nos últimos anos.
O Maranhão também subiu quatro posições no item backhaul de fibra óptica em relação a 2024. O governo estadual, em parceria com os ministérios das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), implementa a Infovia Maranhão, projeto que expande a rede de fibra óptica para integrar 20 municípios ao backbone nacional. Foi lançado ainda o programa Maranhão Mais Conectado, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), voltado à expansão da infraestrutura de telecomunicações e à inclusão digital.
No custo do saneamento básico, o estado avançou três posições. Em janeiro deste ano, o governo autorizou o início das obras de implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário de São Luís – etapa 1, referente aos sistemas São Francisco e Vinhais, com investimentos superiores a R$ 75 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2). A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) estima que a cobertura de redes de coleta de esgoto suba de 55% para cerca de 70%, e que a cobertura de tratamento alcance aproximadamente 80% até o fim das entregas.
O abastecimento de água também avançou com a implantação de Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água (SSAA). Somente em 2025, 78 sistemas foram concluídos e 19 foram revitalizados, levando água potável a áreas urbanas e rurais.
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