O Maranhão registrou uma queda de 29,3% na área desmatada em 2025, conforme os dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), divulgado nesta quarta-feira (27) pelo MapBiomas. Apesar da redução expressiva, o estado permanece no topo do ranking nacional de perda de vegetação nativa pelo terceiro ano consecutivo.
Segundo o levantamento, o território maranhense perdeu 154.294 hectares de floresta e outros biomas nativos no ano passado. O número é inferior aos 218.380 hectares registrados em 2024, o que representa uma preservação de mais de 64 mil hectares em relação ao ano anterior.
O estudo destaca que Maranhão, Pará e Tocantins foram as unidades da federação com as maiores reduções absolutas de área desmatada no país, todas com quedas superiores a 50 mil hectares em 2025. Em nível nacional, o desmatamento caiu 20,6% no mesmo período, alcançando, pela primeira vez, um índice inferior a 1 milhão de hectares desmatados em um único ano.
No âmbito municipal, Balsas, cidade localizada no sul do Maranhão, também apresentou melhora no indicador. A área desmatada no município passou de 16.304 hectares, em 2024, para 14.963 hectares em 2025. O levantamento ainda aponta reduções significativas em outros municípios prioritários da Amazônia Legal, como Altamira (PA), Porto Velho (RO) e São Félix do Xingu (PA), que figuraram entre os líderes nacionais de desmatamento nos últimos anos.
Apesar dos avanços, o relatório alerta que o Maranhão ainda responde por 15,7% de toda a área desmatada no Brasil em 2025, mantendo-se como o principal foco de perda de vegetação nativa no país. O documento também reforça que o desmatamento no Brasil continua sendo impulsionado majoritariamente pela expansão da agropecuária, responsável por mais de 97% da perda de vegetação nativa registrada nos últimos sete anos.
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