O estado do Maranhão contabilizou 16 vítimas de feminicídio entre janeiro e maio de 2026, número 33,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 24 mulheres foram mortas em razão do gênero. Os dados são da Unidade de Estatística e Análise Criminal (UEAC) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), órgão responsável pela consolidação das estatísticas criminais e pelo envio das informações ao sistema nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A retração também foi verificada na comparação mensal. Em maio de 2025, o estado teve nove feminicídios. Em maio deste ano, o número caiu para cinco, uma redução de 44,4%.
De acordo com a SSP-MA, os resultados são atribuídos ao fortalecimento de políticas públicas de proteção às mulheres, com ampliação de investimentos em infraestrutura, inteligência, qualificação das forças de segurança e expansão da rede especializada de atendimento em todas as regiões do estado.
A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, afirmou que a orientação do governador Carlos Brandão é de tolerância zero à violência contra a mulher. Segundo ela, o governo tem fortalecido a rede de proteção, ampliado as estruturas especializadas e atuado com rapidez na responsabilização dos autores. A secretária ressaltou que cada redução representa vidas preservadas e reforça a importância de seguir investindo em políticas públicas voltadas à proteção das mulheres maranhenses.
Prisões e investigação
Entre janeiro e maio de 2026, as forças de segurança do Maranhão prenderam 16 acusados de feminicídio. As prisões são resultado do trabalho integrado entre Polícia Civil, Polícia Militar, Centro de Inteligência da SSP, Departamento de Feminicídio e demais unidades especializadas, que atuam na identificação, localização e captura dos investigados.
A secretária Augusta Andrade destacou que não basta apenas prevenir. Quando o crime ocorre, a missão das equipes é investigar, localizar e prender os responsáveis. Ela afirmou que o estado conta com equipes especializadas atuando em todo o território para assegurar que os criminosos sejam identificados e respondam por seus atos perante a Justiça.
Rede de proteção
O Maranhão possui atualmente 22 Delegacias Especiais da Mulher distribuídas nas regionais da Polícia Civil. O estado também conta com 15 Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher, implantados em parceria com os municípios para ampliar o acesso ao atendimento especializado em localidades que ainda não dispõem de delegacias exclusivas.
Outro instrumento de proteção é a Patrulha Maria da Penha, coordenada pela Polícia Militar. São 25 unidades em funcionamento, com atuação em aproximadamente 80 municípios. As equipes realizam o acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, visitas periódicas, fiscalização do cumprimento das decisões judiciais e ações preventivas voltadas à redução da reincidência e ao rompimento do ciclo da violência.
O estado dispõe ainda do Departamento de Feminicídio, responsável pela condução das investigações, análise estratégica dos casos e aperfeiçoamento das ações de enfrentamento a esse tipo de crime.
Segundo a SSP-MA, o fortalecimento da rede de proteção à mulher integra uma política permanente do Governo do Maranhão voltada à prevenção da violência, ao acolhimento das vítimas e à responsabilização dos agressores. Os investimentos realizados nos últimos anos contemplam a ampliação das estruturas especializadas, o fortalecimento das ações de inteligência, a qualificação permanente dos profissionais de segurança pública e a integração entre as forças policiais e a rede de atendimento. A estratégia tem contribuído para ampliar o acesso das mulheres aos serviços de proteção e garantir respostas mais rápidas e eficazes diante das situações de violência.
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