O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu, na tarde desta terça-feira (6), o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse transferido imediatamente para o Hospital DF Star. A decisão ocorreu após um incidente na madrugada, quando Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, sofreu uma queda em sua cela.
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Em sua fundamentação, Moraes baseou-se em relatórios técnicos da própria PF, que prestou o primeiro atendimento. O ministro citou uma nota da corporação ao afirmar que não havia necessidade de remoção hospitalar urgente. Apesar de negar a transferência, Moraes determinou que a PF junte aos autos o laudo médico detalhado e que a defesa especifique quais exames complementares considera necessários, avaliando a possibilidade de realizá-los dentro do sistema penitenciário.
O episódio ocorreu durante a madrugada. De acordo com relatos, o ex-presidente caiu e bateu a cabeça em um móvel. A avaliação inicial da equipe médica da PF classificou os ferimentos como leves, recomendando apenas observação clínica e dispensando a ida a um hospital.
Entretanto, a defesa de Bolsonaro e seu médico particular, Cláudio Birolini, adotaram um posicionamento mais cauteloso. Birolini diagnosticou um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve e defendeu a realização de exames de imagem complementares. O médico justificou a recomendação citando o histórico clínico recente do ex-presidente como um fator que exige atenção.
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, visitou o marido durante a tarde. Em redes sociais, ela manifestou preocupação e afirmou que o atendimento após a queda só foi providenciado horas depois, quando agentes foram chamá-lo para a visita programada.
O ex-presidente segue sob observação na carceragem da PF. O desdobramento do caso agora aguarda a formalização, pela defesa, da lista de exames solicitados. Caberá ao STF avaliar a viabilidade de realizá-los no local ou autorizar uma saída controlada para procedimentos como tomografia ou ressonância, caso a estrutura da Polícia Federal seja considerada inadequada.
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