O Ministério Público Eleitoral do Maranhão ingressou com pedido de cassação do prefeito de Presidente Médici, Janilson dos Santos Coelho, o Dr. Caçula Coelho, sob acusação de abuso de poder econômico, compra de votos e uso indevido da administração pública nas eleições municipais de 2024. A ação tramita na 80ª Zona Eleitoral, em Santa Luzia do Paruá, sob o número 0600509-08.2024.6.10.0080.
A denúncia foi apresentada pela coligação União e Reconstrução, formada pelos partidos PP, PL e União Brasil. De acordo com os autos, testemunhas afirmaram ter recebido R$ 3 mil em troca de votos, com negociações atribuídas diretamente ao prefeito e intermediadas por uma vereadora. Os investigadores juntaram ao processo comprovantes de transferências via Pix, atas notariais e depoimentos que indicam o uso de prédios públicos como comitês informais de campanha.
Outro ponto citado na representação é a distribuição frequente de alimentos na residência do candidato durante o período eleitoral, o que, segundo a acusação, configuraria captação ilícita de sufrágio. Há ainda relatos sobre a suposta utilização de um “chaveiro eletrônico” para monitorar votos no dia da eleição, embora os autos não detalhem o funcionamento do dispositivo.
Diante das provas apresentadas, o promotor eleitoral Lúcio Leonardo F. Gomes requereu à Justiça a cassação do diploma do prefeito, a declaração de inelegibilidade por oito anos a contar de 2024 e a aplicação de multa no valor máximo previsto na legislação eleitoral. Se o pedido for acolhido, Caçula Coelho perderá o mandato ainda neste ano e ficará impedido de disputar novas eleições até 2032.
A defesa do prefeito ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. A reportagem tentou contato com a assessoria da Prefeitura de Presidente Médici, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O processo aguarda decisão da 80ª Zona Eleitoral.
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