Uma operação da Polícia Militar do Maranhão deflagrada neste sábado (11) resultou na captura de suspeitos de participação em um triplo homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos na noite de sexta-feira (10) nas regiões da Vila Maranhão e Vila Esperança, em São Luís. De acordo com as investigações, os crimes tiveram características de execução e foram motivados por conflito entre grupos criminosos rivais.
Os suspeitos foram identificados por meio de informações do serviço de inteligência da Polícia Militar (Diae) e localizados na mesma região onde os assassinatos foram cometidos. Entre os capturados, há um menor de idade, de 17 anos.
Durante as diligências que levaram à captura do grupo, um dos suspeitos reagiu à abordagem policial. Houve confronto armado, e o homem foi baleado. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), mas não resistiu aos ferimentos.
Outros três suspeitos de envolvimento direto nos crimes, incluindo o adolescente de 17 anos, foram capturados. Todos foram conduzidos à Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), onde foram ouvidos e autuados pelo triplo homicídio e pela tentativa de homicídio. O menor apreendido foi autuado por ato infracional análogo a homicídio e tentativa de homicídio. Um quarto indivíduo também foi preso e autuado por tentativa de obstrução ao trabalho policial.
Segundo as apurações, quatro funcionários de uma empresa de refrigeração foram sequestrados após terem o carro interceptado por criminosos. Uma das vítimas conseguiu sobreviver aos disparos e fugir. As outras três foram assassinadas, e os corpos foram localizados posteriormente: dois na região da Vila Maranhão, incluindo o bairro Mãe Xica, e o terceiro em uma área de mata na Vila Esperança.
A principal linha de investigação aponta que o crime tem relação com a rivalidade entre facções criminosas. Uma das vítimas sobreviventes seria irmão gêmeo de um integrante de organização criminosa que está preso.
Durante a operação, a polícia apreendeu um revólver calibre .38 com numeração ilegível, três munições (sendo duas deflagradas e uma intacta) e aparelhos celulares que podem contribuir para o avanço das investigações.
O caso segue sob investigação da Superintendência de Homicídios, que trabalha para esclarecer a motivação do crime e identificar outros possíveis envolvidos.
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