A Polícia Civil do Maranhão solicitou à Justiça, neste domingo (17), mandados de busca e apreensão e medidas protetivas de urgência contra o deputado federal Ribeiro Neto, presidente estadual do Solidariedade. O pedido foi encaminhado pela Delegacia Especial da Mulher de São Luís após a esposa do parlamentar registrar boletim de ocorrência. O deputado é investigado pelos supostos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável.
De acordo com o depoimento prestado à polícia, a vítima relatou uma sequência de episódios de violência física, psicológica e patrimonial ao longo de nove anos de relacionamento. Ela afirmou que Ribeiro Neto mantinha comportamento controlador, monitoramento por meio de terceiros e ameaças frequentes. Em um dos episódios narrados, o investigado teria chegado à residência do casal, na Chácara Itapiracó, exibindo uma arma de fogo diante da mulher e da filha de quatro anos. Ele teria dito que ela “iria sofrer” e poderia até permanecer viva, mas seria uma “morta-viva”.
A mulher também declarou que, após uma discussão ocorrida no último dia 7, foi levada pelo investigado ao Motel Aquarium, onde teria sido obrigada a ingerir uma garrafa inteira de vinho. Conforme o depoimento, ela ficou sem condições de oferecer resistência e relatou ter sido submetida a ato sexual investigado pela polícia como estupro de vulnerável. A vítima afirmou ainda ter permanecido mais de 48 horas incomunicável, impedida de sair de casa ou manter contato com familiares.
Entre as medidas solicitadas pela Polícia Civil estão a apreensão da arma citada pela vítima, a suspensão do porte de arma do investigado, o afastamento dele do lar e a proibição de contato com a mulher, familiares e testemunhas. Os investigadores também pediram a devolução de aparelhos eletrônicos que, segundo a denúncia, teriam sido retidos por Ribeiro Neto. O caso é apurado no âmbito da Lei Maria da Penha.
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