A pesquisa eleitoral da Futura/APEX, realizada entre os dias 7 e 11 de abril de 2026 revela um cenário de forte polarização política no Brasil, com a disputa presidencial altamente competitiva e marcada por rejeição elevada aos principais nomes.
O levantamento, feito com 2.000 eleitores em 895 municípios, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro (representado na pesquisa pelo senador Flávio Bolsonaro) continuam concentrando as principais intenções de voto.
Disputa acirrada no primeiro turno
Nos cenários estimulados de primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
- Cenário 1: Lula tem 39,8% contra 37,3% de Flávio Bolsonaro
- Cenário 2: Lula registra 38,4% e Flávio Bolsonaro, 38,2%
Outros nomes aparecem bem atrás, como o governador de Goiás Ronaldo Caiado, com até 6%, e o governador de Minas Gerais Romeu Zema, com menos de 3%.
Sem Lula na disputa, Flávio Bolsonaro lidera com folga, atingindo 38,4%, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad aparece com 21,3%.
Segundo turno: vantagem variável
Nos cenários de segundo turno, o desempenho varia conforme os adversários:
- Flávio Bolsonaro vence Haddad por 48,3% a 34,8%
- Contra Lula, Flávio Bolsonaro também aparece à frente: 48,0% a 42,6%
- Já Lula supera Caiado (43,9% a 38,8%) e Zema (44,8% a 38,0%)
Os números mostram que, embora Lula mantenha competitividade, o campo bolsonarista segue forte e consolidado.
Rejeição elevada limita candidatos
A pesquisa também evidencia um alto índice de rejeição aos principais candidatos:
- Lula: 46,4% dizem que não votariam nele
- Flávio Bolsonaro: 44,4%
- Haddad: 28,5%
Esse dado sugere que a eleição pode ser decidida mais pela rejeição do adversário do que pela preferência consolidada.
País dividido e desgaste político
O levantamento aponta ainda um eleitorado cansado da polarização:
- 34,9% afirmam que o país está dividido e estão cansados disso
- 25,0% dizem estar do lado de Bolsonaro
- 22,2% se posicionam ao lado de Lula
A percepção de divisão é majoritária, reforçando o ambiente de disputa acirrada.
Avaliação dos poderes e governo
A aprovação das instituições mostra um quadro fragmentado:
- Presidente: 44,4% aprovam, 51,4% desaprovam
- Congresso: 37,2% aprovam
- Supremo Tribunal Federal: 41,5% aprovam
Além disso, 55,4% dos entrevistados se dizem favoráveis ao impeachment de ministros do STF, indicando tensão institucional.
Conhecimento político ainda limitado
Apesar da proximidade das eleições, 26,2% dos entrevistados não sabem quais cargos estarão em disputa este ano. Ainda assim, a maioria reconhece a eleição para presidente (67,1%).
Perfil do eleitorado
A amostra da pesquisa mostra predominância de:
- Mulheres (53%)
- Eleitores com renda de até 2 salários mínimos (59,6%)
- Católicos (47,7%) e evangélicos (27,3%)
A média de idade é de 44,9 anos.
Conclusão
O cenário eleitoral de 2026 se desenha como uma continuidade da polarização observada nos últimos anos. Com Lula e o grupo ligado a Bolsonaro liderando as intenções de voto, a eleição tende a ser decidida em margens estreitas, com forte influência da rejeição e do cansaço do eleitorado diante da divisão política.
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