No Setembro Amarelo, Sebrae destaca a prevenção e mostra como o empreendedorismo pode contribuir para o cuidado com a saúde mental
A campanha Setembro Amarelo coloca a saúde mental no centro do debate sobre o tema, mas o cuidado não precisa começar apenas quando uma situação de sofrimento já está instalada. Nas escolas, o desenvolvimento de competências socioemocionais pode contribuir muito para fortalecer vínculos, estimular o pertencimento e criar ambientes mais preparados para lidar com emoções, conflitos e desafios cotidianos.
É nesse cenário que surgem negócios inovadores como a Renovar-se Educação Socioemocional, startup maranhense liderada por Cristiane Cabral, que desenvolve soluções para professores, estudantes e equipes das redes pública e privada de ensino.
“Eu percebia que muitas situações que apareciam como indisciplina, desmotivação ou dificuldade de aprendizagem também podiam estar relacionadas ao que estudantes e professores estavam vivendo emocionalmente”, conta.
A experiência profissional nas áreas de saúde, educação e psicologia ampliou esse olhar. Segundo Cristiane, as escolas precisavam lidar com conflitos, ansiedade, sobrecarga e dificuldades nas relações, mas nem sempre tinham ferramentas para trabalhar essas questões de forma preventiva.
É justamente nesse espaço que atua a Renovar-se, desenvolvendo programas e jornadas que trabalham situações reais por meio de histórias, estudos de caso, vídeos, atividades e encontros. A proposta é ajudar as pessoas a reconhecer emoções, fortalecer vínculos, lidar com conflitos e compreender quando é necessário buscar ajuda.
O desafio de transformar cuidado em negócio
Transformar uma iniciativa de impacto social em um negócio sustentável foi outro desafio. E é nesse ponto que o Sebrae entra na trajetória da Renovar-se, que participou do 2º ciclo do Startup Nordeste e também é cliente do Sebraetec.
“O apoio em capacitações, mentorias e participação no ecossistema de inovação me ajudou principalmente a desenvolver modelo de negócio, posicionamento, estratégia e visão empreendedora”, explica Cristiane.
Para a empreendedora, a experiência mostrou que impacto social e sustentabilidade financeira precisam caminhar juntos. “A Renovar-se precisa ser sustentável justamente para continuar ampliando o acesso à educação socioemocional e contribuindo para uma cultura de cuidado com a saúde mental.”
Nas escolas, os resultados aparecem também em mudanças na forma como estudantes e professores lidam com as próprias emoções. Cristiane relembra situações em que estudantes conseguiram verbalizar sentimentos e dificuldades que ainda não haviam compartilhado e professores passaram a enxergar determinados comportamentos não apenas como indisciplina, mas como possíveis sinais de que aquele estudante precisava ser ouvido.
“Não significa fazer diagnóstico dentro da escola, mas criar uma cultura em que existe espaço para perceber, escutar e, quando necessário, encaminhar para o cuidado adequado”, destaca.
Saúde mental também é questão de gestão
A discussão se estende para os pequenos negócios. De acordo com Francyanne Arruda, analista-técnico do Sebrae, cuidar da saúde mental não significa apenas oferecer benefícios ou realizar palestras pontuais. O cuidado está relacionado à forma como o trabalho acontece diariamente.
“Entre as práticas que podem fazer diferença estão manter o diálogo aberto com a equipe, ouvir os colaboradores, respeitar pausas e limites, deixar responsabilidades claras e preparar as lideranças para identificar sinais de sobrecarga, conflitos ou sofrimento”, explica.
Para quem não sabe por onde começar, a orientação é simples: ouvir a própria equipe
“Comece com o que você já tem, que são as pessoas e a possibilidade de conversar com elas. A partir dessa escuta, o empreendedor pode identificar os principais pontos de sobrecarga e fazer mudanças na distribuição das tarefas, na comunicação e na definição de prioridades”, orienta Francyanne.
O cuidado também deve alcançar quem está à frente do negócio. Segundo a analista, empreendedores muitas vezes vivem sob forte pressão e acabam cuidando da equipe sem olhar para a própria saúde emocional.
O Sebrae vem ampliando conteúdos e iniciativas sobre saúde mental no empreendedorismo, inteligência emocional, ansiedade e gestão de equipes. A instituição também disponibiliza orientações sobre riscos psicossociais e a NR 1, com informações para que pequenos negócios possam identificar riscos e adotar medidas preventivas.
“A gente fala de saúde mental, mas não só com grandes investimentos. Entra a gestão, relações humanas, a organização do trabalho, liderança e até a cultura da empresa. E isso qualquer negócio consegue, independente do seu tamanho”, conclui..
Procure o Sebrae – Para mais informações sobre iniciativas desenvolvidas pelo Sebrae, procure a Unidade de Negócios do Sebrae em São Luís, localizada no Multicenter Negócios e Eventos, ou a Central de Atendimento, no 0800 570 0800 (telefone e WhatsApp). Acompanhe ainda os canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (https://www.youtube.com/sebraemaranhao).
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