Em um cenário político conturbado, o presidente da Câmara de Vereadores de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, do União Brasil, conhecido como “Pelego”, assumiu interinamente o comando da Prefeitura Municipal. A mudança atende a uma decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que impediu o prefeito Paulo Curió (União) e a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD) de exercerem cargos no Executivo.
📲 Entre no nosso canal do WhatsApp agora mesmo e receba as notícias diretamente no seu celular!
A vacância temporária e a nova linha sucessória foram formalizadas por meio de portaria publicada nesta sexta-feira, 26. Com a mudança, a vice-presidente da Câmara, vereadora Inailce Nogueira Lopes, assumiu interinamente a presidência do Legislativo.
A situação de Pelego, no entanto, é atípica. Ele é um dos investigados na Operação Tântalo II e cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A Justiça autoriza que ele e outros vereadores investigados se desloquem apenas para sessões previamente marcadas na Câmara Municipal. Qualquer outro deslocamento sem autorização pode resultar na revogação do benefício e na transferência para uma unidade prisional.
Além de Pelego, outros cinco parlamentares de Turilândia estão no regime domiciliar com tornozeleira: Gilmar Carlos (União Brasil); Savio Araújo (PRD); Mizael Soares (União Brasil); Inailce Nogueira (União Brasil); e Ribinha Sampaio (União Brasil). Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), a conversão da prisão foi necessária para garantir o funcionamento do Legislativo municipal, uma vez que o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama e a vice-prefeita continuam detidos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
A Operação Tântalo II, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), investiga uma organização criminosa que, segundo as investigações, se instalou na gestão pública local. O esquema teria desviado aproximadamente R$ 56 milhões, principalmente das pastas de Saúde e Assistência Social, por meio de empresas de fachada que simulavam a prestação de serviços.
Ao todo, foram expedidos 21 mandados de prisão. O grupo é investigado por atuar de forma hierarquizada, envolvendo agentes políticos, servidores públicos e empresários. A operação é um desdobramento de uma fase anterior, deflagrada em fevereiro deste ano, que já apurava fraudes em licitações e desvios de recursos no município.
Leia outras notícias em recordnewsma.com. Siga a Record News MA no Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva em nosso canal no Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso WhatsApp (98) 99100-8186.



