Um grupo de 15 vereadores de São Luís deve comparecer ao Ministério Público do Maranhão (MPMA) nesta sexta-feira (30) para formalizar uma representação contra o atraso no repasse de emendas parlamentares. Os recursos, destinados à Câmara Municipal, são para a construção de uma nova ala pediátrica no Hospital do Câncer Aldenora Belo.
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De acordo com os parlamentares, a liberação dos valores pela Prefeitura está atrasada em dois meses. O montante das emendas será somado a outros R$ 8 milhões que os vereadores se comprometeram a destinar, totalizando o investimento necessário para a conclusão da obra.
A ampliação tem previsão de aumentar a capacidade do hospital em quase 100 leitos. O setor pediátrico passaria dos atuais 23 para 90 leitos, e seriam instalados mais 32 leitos para adultos. Com a liberação da verba, a conclusão da obra está projetada para o final de 2026.
A demora na obra impacta diretamente o único centro habilitado para tratamento de câncer infantil no Maranhão desde 2017. O Aldenora Belo, que funciona desde 1958 como um centro de alta complexidade, atende gratuitamente pelo SUS e também pacientes particulares. A alta demanda da unidade gera constante preocupação sobre a quantidade de leitos e a eficiência dos equipamentos.
O hospital tem histórico recente de problemas estruturais e de gestão. Em maio do ano passado, o MPMA realizou uma vistoria no local após receber queixas sobre longas filas de espera. Em agosto de 2024, a direção do hospital impôs uma regra que obrigava os agendamentos a serem feitos apenas presencialmente pelo paciente ou por parentes de primeiro grau, exigindo procuração cartorial de outros representantes. A medida, que gerou impacto financeiro adicional aos pacientes, fazia com que muitos chegassem ao hospital ainda na madrugada para garantir atendimento.
A comissão que vai ao MPMA é formada pelos vereadores André Campos, Octávio Soeiro, Rommeo Amin, Clara Gomes, Thyago Freitas, Raimundo Jr, Nato Jr, Fábio Filho, Thay Evangelista, Antônio Garcez, Magnólia Dias, Penha, Wendell Martins, Concita Pinto e Marquinhos. Eles argumentam que a agilização do repasse é crucial para ampliar e melhorar o atendimento oncológico no estado.
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