A Polícia Federal concluiu a primeira fase do inquérito que apura um esquema de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou 48 pessoas. O relatório final foi protocolado em 10 de julho no Supremo Tribunal Federal (STF), nas mãos do ministro André Mendonça, relator do caso. Entre os indiciados estão o ex-presidente da autarquia Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do instituto Virgílio de Oliveira Filho e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Agora, cabe à Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliar o conteúdo do documento. O órgão pode oferecer denúncia contra os envolvidos ou solicitar o arquivamento das investigações.
O esquema veio a público em abril de 2025, com a deflagração de uma operação da PF. De acordo com as apurações, o grupo atuava na cobrança irregular de mensalidades associativas descontadas diretamente dos proventos de aposentados e pensionistas. O prejuízo estimado aos beneficiários é de pelo menos R$ 6,3 bilhões, montante que teria sido repassado a sindicatos e outras entidades participantes da fraude.
A revelação do caso provocou mudanças no primeiro escalão do governo. Stefanutto foi afastado da presidência do INSS ainda durante as investigações. O então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), também pediu demissão do cargo em meio à pressão política gerada pelo escândalo.
O relatório da PF não cita os nomes de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem o de Roberta Luchsinger, amiga do empresário.
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