As operações para localizar Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, atingiram 20 dias nesta sexta-feira (23) com uma mudança na estratégia. As buscas, que mobilizaram uma força-tarefa de mais de seis mil pessoas, continuam no quilombo São Sebastião, mas agora com um efetivo reduzido e foco em diligências mais específicas da Polícia Civil. A informação foi confirmada por autoridades em coletiva de imprensa na quinta-feira (22).
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De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Martins, as investigações entraram em uma nova etapa. Nenhuma hipótese sobre o desaparecimento foi descartada. O inquérito policial, que já ultrapassa 200 páginas, reúne depoimentos, laudos e relatórios das equipes.
A força-tarefa montada para o caso envolveu integração entre forças estaduais, a Prefeitura de Bacabal, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Bombeiros dos estados do Pará e do Ceará. A área de mata foi minuciosamente vasculhada com cães farejadores, aeronaves, drones com sensores térmicos e centenas de profissionais.
O Exército destacou 24 militares especialistas em operações de selva. No Rio Mearim, as buscas aquáticas e subaquáticas percorreram cerca de 19 quilômetros, sendo cinco quilômetros analisados com side scan sonar, equipamento da Marinha para varredura do leito. Onze pontos de interesse foram identificados e repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiro para verificação.
Para ampliar o alcance, as autoridades ativaram o programa Amber Alert, que divulga fotos e informações das crianças nas plataformas da Meta (Instagram e Facebook) em um raio de até 200 quilômetros.
Durante a coletiva, o secretário Maurício Martins pediu cautela à população, alertando que comentários sem embasamento podem atrapalhar as investigações. Ele também esclareceu que os pais das crianças, mesmo que chamados novamente para depor, não são necessariamente tratados como suspeitos, mas como parte do processo de esclarecimento de pontos considerados relevantes pelos delegados.
Com autorização da Justiça do Maranhão, um primo das crianças, de 8 anos, participou das buscas, acompanhado por policiais e equipes de proteção à infância. O menino indicou aos agentes os últimos trajetos que percorreu com os primos, confirmando informações que já havia prestado à polícia e a psicólogos.
A avó das crianças, Francisca Cardoso, expressou a angústia da comunidade, que aguarda por qualquer resposta. As operações, segundo as autoridades, não têm prazo para encerrar e as diligências serão intensificadas em novos pontos indicados pela investigação.
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