O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deu início à terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), considerada o mais abrangente levantamento domiciliar sobre as condições de saúde da população brasileira. Realizada em parceria com o Ministério da Saúde, a operação prevê a visita a cerca de 140 mil residências distribuídas por todos os estados da federação até o final do ano.
Ao longo da coleta, aproximadamente 1.800 entrevistadores percorrerão os domicílios selecionados para reunir dados sobre condições de saúde, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, ocorrência de doenças crônicas e fatores associados à qualidade de vida dos residentes no país. A pesquisa é apontada pelo IBGE como uma das principais fontes de informação para o planejamento, o acompanhamento e a avaliação de políticas públicas na área da saúde, além de subsidiar estudos e ações voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades.
O questionário aplicado abrange temas como características dos domicílios, perfil dos moradores e diversos aspectos relacionados à saúde. Durante a visita, o entrevistador aplica um formulário sobre o domicílio e seus ocupantes. Em seguida, um morador com 15 anos ou mais, selecionado aleatoriamente, responde ao questionário individual da pesquisa.
Entre os tópicos investigados estão doenças crônicas não transmissíveis, saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde bucal, saúde mental, atividade física, alimentação, tabagismo, acidentes, violência, doenças transmissíveis, pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde e utilização dos serviços de saúde. O levantamento também avalia o acesso e o uso dos serviços, fornecendo subsídios para o monitoramento de fatores de risco e condições que impactam a qualidade de vida. Características como educação, trabalho, renda e condições de moradia também são investigadas, permitindo análises sobre a relação entre aspectos sociais e o perfil de saúde da população.
Para ampliar a qualidade das informações, a coleta inclui aferições diretas de pressão arterial, peso e altura dos participantes selecionados para a entrevista individual. Essas medidas fortalecem o monitoramento de indicadores relevantes para a saúde pública, como hipertensão arterial e excesso de peso. Servidores de todo o país participaram de treinamento nacional específico, com atividades voltadas à aplicação dos questionários, aos procedimentos de antropometria e à aferição da pressão.
A principal inovação da edição 2026 é a coleta domiciliar de biomarcadores. Entre julho e outubro, uma subamostra de 15 mil a 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, será convidada a fornecer amostras de sangue e urina. Os exames previstos incluem hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. As análises permitirão produzir indicadores relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais e outros agravos. Os participantes receberão gratuitamente os resultados dos exames realizados.
O IBGE reforça que a pesquisa é realizada por amostragem e que cada domicílio selecionado representa um conjunto maior de residências com características semelhantes, o que garante que os resultados reflitam a realidade da população brasileira. A participação dos moradores é considerada fundamental para a qualidade das informações e para a representatividade dos dados.
Os entrevistadores do IBGE estarão identificados com crachá, uniforme institucional e dispositivo eletrônico de coleta. A identidade dos servidores pode ser confirmada pelo portal Respondendo ao IBGE ou pelo telefone 0800 721 8181.
Leia outras notícias em recordnewsma.com. Siga a Record News MA no Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva em nosso canal no Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso WhatsApp (98) 99100-8186.




