Uma pesquisa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do deputado federal Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O cenário de oito candidatos, porém, é o único entre os testados em que o petista aparece na liderança.
Levantamento realizado entre 26 e 30 de junho com 4.999 eleitores, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, aponta Lula com 46,5% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 35,5%. Renan Santos (Missão) tem 8,1%, Ronaldo Caiado (PSD) soma 2,9%, Romeu Zema (Novo) registra 3%, Joaquim Barbosa (DC) alcança 1,2%, Aécio Neves (PSDB) marca 0,8%, Samara Martins (UP) tem 0,5%, Augusto Cury (Avante) aparece com 0,5% e Cabo Caiado (PSD) soma 1,2%. Votos brancos e nulos somam 0,4%, e não souberam responder 0,1%.
Quando o cenário exclui Lula e coloca o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como candidato do PT, a liderança passa a ser de Flávio Bolsonaro com 36,7%, contra 39,7% de Haddad no cenário de oito candidatos. Nesse recorte, Renan Santos aparece com 10,3%, Ronaldo Caiado tem 5,1%, Romeu Zema soma 3,4%, Joaquim Barbosa 2,6%, e brancos e nulos chegam a 3,2%.
O cenário mais desfavorável para o PT entre os testados ocorre quando Michelle Bolsonaro (PL) é a candidata da direita. Nessa simulação, com Lula na disputa, a ex-primeira-dama aparece com 19,3%, contra 47,2% do presidente, mas a diferença é a menor entre os três cenários de primeiro turno avaliados. Renan Santos tem 8,4%, Romeu Zema soma 8,8% e Ronaldo Caiado 8,3%. Brancos e nulos chegam a 5,1%, e não souberam responder, 2%.
Segundo turno
A pesquisa também simulou quatro cenários de segundo turno sem a participação de outros candidatos. No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o deputado venceria com 44% contra 42% do presidente. Brancos, nulos e indecisos somam 14%.
O placar se repete quando o adversário de Lula é Michelle Bolsonaro: a ex-primeira-dama tem 40%, o petista 38%, e 22% dos eleitores não sabem ou anulariam o voto.
Já nos cenários sem Lula, Haddad perde para Flávio Bolsonaro por 46% a 37%, com 17% de brancos, nulos e indecisos. Contra Michelle, o ministro da Fazenda também fica atrás: 44% a 35%, com 21% de indecisos ou votos inválidos.
Avaliação do governo
A pesquisa mostra que 44,6% dos entrevistados aprovam o desempenho do presidente Lula, contra 52,5% que desaprovam. O governo é avaliado como ótimo ou bom por 39,8% dos eleitores, enquanto 48,2% classificam a gestão como ruim ou péssima. Outros 12% avaliam o governo como regular.
A desaprovação é maior entre homens (53,7%), eleitores de 16 a 24 anos (51,8%) e entre moradores do Sul (54,5%). Entre os que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, a desaprovação chega a 96,9%, enquanto entre os eleitores de Lula o índice é de 6,5%.
Rejeição e medo
A rejeição a Lula é a maior entre os políticos listados na pesquisa: 53,5% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Jair Bolsonaro (PL) aparece com 50,4% de rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro (42%), Fernando Haddad (37,8%), Michelle Bolsonaro (35%), Renan Santos (15,2%), Romeu Zema (14,5%), Joaquim Barbosa (12,5%) e Aécio Neves (7,2%). Apenas 1% dos entrevistados disse não rejeitar nenhum dos nomes.
Quando perguntados sobre qual resultado eleitoral causa mais medo ou preocupação, 48,5% dos eleitores citaram a eleição de Flávio Bolsonaro, enquanto 42,2% apontaram a reeleição de Lula. Outros 9,1% disseram temer ambos os resultados.
Confiança por área
Entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente lidera a confiança do eleitorado nas áreas de combate à fome (53,7% a 37,3%), relações exteriores (45,3% a 38,5%), meio ambiente (45,7% a 37,9%) e defesa dos direitos humanos (45,4% a 38,6%).
Já o deputado federal é mais confiável para os entrevistados nas áreas de segurança pública (47,6% a 38,8%), economia (45,5% a 41,5%), combate à corrupção (44,2% a 41,6%), gestão de impostos (44,5% a 41,2%), emprego e renda (44,7% a 42,9%) e previdência (43,5% a 41,4%).
Perfil do eleitorado e metodologia
O levantamento foi conduzido por meio da metodologia Atlas Random Digital Recruitment, que recruta respondentes organicamente durante a navegação na internet. A amostra foi calibrada para ser representativa da população adulta brasileira a partir de variáveis como sexo, idade, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior.
A pesquisa tem margem de erro de um ponto percentual e foi registrada no TSE. A coleta de dados ocorreu entre 26 e 30 de junho de 2026.
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