O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 em todos os cenários testados, mas enfrenta índices expressivos de rejeição, segundo pesquisa da Futura em parceria com a Apex divulgada nesta semana. O levantamento ouviu 2.000 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 20 de maio de 2026, em 878 municípios, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.
No primeiro cenário testado, com Flávio Bolsonaro como principal adversário, Lula aparece com 42,7% das intenções de voto, contra 35,6% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Quando o rival é substituído por Michelle Bolsonaro, Lula marca 40% e a ex-primeira-dama fica com 27,4%. Em um terceiro cenário, sem nenhum integrante da família Bolsonaro na disputa, o presidente chega a 39%, enquanto Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem empatados dentro da margem de erro, com 13,3% e 13,1%, respectivamente.
Nos cenários de segundo turno, Lula vence todas as simulações, mas com margem mais apertada contra candidatos bolsonaristas. Diante de Flávio Bolsonaro, o presidente teria 47,7% contra 42,2%. Frente a Michelle Bolsonaro, o resultado seria de 47,9% a 41,6%. Contra Romeu Zema, Lula atingiria 48,3% e Zema ficaria com 35,9%. No confronto com Ronaldo Caiado, o presidente marcaria 47,6% ante 36,5% do governador de Goiás.
A pesquisa também revela que a rejeição é elevada para os dois polos da disputa. Flávio Bolsonaro lidera o índice negativo, com 44,7% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Lula aparece logo atrás, com 44,3% de rejeição, seguido por Michelle Bolsonaro, com 33,1%. Ao serem indagados sobre o potencial de voto, 52,6% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro em hipótese alguma, enquanto 47,4% afirmam o mesmo em relação a Lula.
O clima de polarização está presente também nas percepções dos eleitores sobre o país. A maioria, 36,1%, concorda com a afirmação de que o Brasil está dividido e está cansada disso. Outros 25,6% reconhecem a divisão e declaram apoio a Lula, enquanto 22,8% dizem estar ao lado do ex-presidente Bolsonaro.
Entre os eventos recentes que permeiam o cenário político, o escândalo do Banco Master é amplamente conhecido: 82,1% dos entrevistados afirmam já ter ouvido falar do caso. Questionados sobre quem estaria envolvido, 25,2% disseram acreditar que todos os citados têm responsabilidade, 17,7% apontaram os ministros do Supremo Tribunal Federal e 17,2% citaram Flávio Bolsonaro. Apesar da repercussão, 75,2% dos eleitores disseram que o escândalo não mudará sua intenção de voto.
O vazamento de áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário André Vorcaro também foi medido. Dois terços dos entrevistados, 67,1%, afirmam já ter ouvido falar do caso. Entre eles, 58,3% acreditam que o vazamento foi proposital. Ao serem perguntados sobre o responsável, 32,7% apontaram o PT, 26,8% o STF e 22,1% a Polícia Federal. Para 55,6% dos que conhecem o episódio, o maior beneficiado politicamente é o próprio Lula. Ainda assim, 71,5% dizem que o vazamento não mudou sua opinião sobre Flávio Bolsonaro, e 65,8% afirmam que o caso não aumenta a vontade de votar em alguém fora do eixo Lula-Flávio Bolsonaro.
O levantamento ainda mostra que 55% dos eleitores já têm candidato definido para a eleição presidencial, enquanto 25,8% se declaram indecisos. A pesquisa está registrada sob o número BR-06529/2026.
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