A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) a Operação Arthros, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de candidatos nas eleições municipais de 2024 no Maranhão. As apurações indicam que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,9 milhão nos dias que antecederam o pleito.
Segundo as investigações, foram utilizadas empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais falsas para ocultar a verdadeira origem do dinheiro. A estratégia, de acordo com a Polícia Federal, tinha como principal objetivo dificultar o rastreamento das transações financeiras.
Mais de R$ 1,2 milhão foram distribuídos a candidatos e intermediários em diversos municípios maranhenses. A força-tarefa aponta que os recursos teriam origem em contratos públicos e eram repassados por meio de transferências fracionadas, contas de terceiros e saques em espécie.
Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram nas cidades de São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina, no Piauí. A Justiça Eleitoral também autorizou o bloqueio de R$ 2 milhões em bens, o afastamento de quatro servidores públicos e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.
As investigações revelaram ainda que o grupo atuava de forma coordenada. Havia uma divisão de tarefas que incluía a definição dos valores a serem repassados, a escolha dos beneficiários e a operacionalização dos repasses ilegais, o que caracterizava um núcleo paralelo de financiamento eleitoral.
Os envolvidos poderão responder na Justiça Eleitoral e na Justiça comum por crimes como caixa dois eleitoral, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral, organização criminosa e desvio de recursos públicos.
Leia outras notícias em recordnewsma.com. Siga a Record News MA no Instagram, curta nossa página no Facebook e se inscreva em nosso canal no Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso WhatsApp (98) 99100-8186.



