A audiência de conciliação convocada para discutir o processo eleitoral da Federação Maranhense de Futebol (FMF) terminou sem acordo na tarde desta terça-feira (26). Realizada na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, a sessão atendeu a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha o caso.
Diante do impasse, o juiz Douglas Martins, titular da vara, propôs que os requeridos e o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) se reunam para viabilizar o pleito em até 75 dias. Para tentar alcançar o consenso, o magistrado estabeleceu um prazo de dez dias, a contar desta terça, para a manifestação do MP. Concluído esse período, os requeridos terão outros dez dias cada um para apresentar seus posicionamentos.
Se as partes chegarem a um entendimento ao fim desses prazos, uma nova audiência será marcada para a apresentação das propostas e a homologação do acordo. Caso o impasse persista, caberá ao juiz decidir sobre o caso. Em qualquer um dos cenários, o resultado final será enviado ao STF para deliberação definitiva. O magistrado ressaltou ainda que a intervenção na entidade só será encerrada com a eleição e a posse da nova diretoria.
Entre as propostas apresentadas pelo juiz Douglas Martins na sessão estão a redução do valor de dano moral exigido nos autos, passando de R2milho~esparaR 50 mil ou outro montante a ser acordado entre o MP e os requeridos, além da renúncia dos mandatos atuais para permitir a realização de novas eleições.
A audiência contou com a presença das promotoras de justiça Alineide Rabelo, da Promotoria do Consumidor, e Doracy Moreira, das Fundações e Entidades Sociais, da interventora da FMF, Susan Lucena, além de representantes da CBF, do Sindicato dos Atletas e de clubes locais, como o Maranhão Atlético Clube (MAC) e o Pinheiro Atlético Clube. O requerido Antônio Américo Lobato e seu advogado, Hugo Veloso, também participaram da sessão.
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