O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão encerrou o ano de 2025 com um balanço de dez operações deflagradas, resultando na prisão de mais de 30 pessoas e no bloqueio de bens que superam a marca de R$ 20 milhões. As ações, realizadas em parceria com as polícias Civil e Militar, atingiram organizações criminosas com atuação em crimes financeiros, fraudes licitatórias e desvios milionários.
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As operações, batizadas como Libamentum, Tântalo, Pavimentum, 4×4, Barriga de Aluguel, Barão Vermelho, Cela 3, Macbeth, Acqua Alta e Tântalo II, levaram à apreensão de mais de 300 veículos, incluindo carros, motocicletas, aeronaves e embarcações. Onze das prisões realizadas foram posteriormente convertidas em prisão domiciliar. Os bens apreendidos estão sendo alvo de ações judiciais para alienação antecipada ou destinação a órgãos públicos.
As investigações revelaram prejuízos de grande magnitude aos cofres públicos. A Operação Pavimentum, que desarticulou um cartel suspeito de fraudar licitações de pavimentação asfáltica em Imperatriz, aponta um desvio estimado em R$ 76,7 milhões. Já a Operação Tântalo, executada em duas fases no município de Turilândia, identificou um rombo de aproximadamente R$ 56,3 milhões. Os valores exatos dos prejuízos ainda estão em fase de apuração pelos promotores.
Os recursos bloqueados, que incluem dinheiro em espécie, imóveis e ativos financeiros, permanecem depositados em contas judiciais à disposição da Justiça. O trabalho do Gaeco no período focou na desestruturação financeira dos grupos criminosos, utilizando instrumentos como o bloqueio de bens e a apreensão de veículos de luxo utilizados pelos investigados.
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