A instabilidade no serviço de ônibus da capital maranhense dominou os debates da Câmara Municipal de São Luís na sessão ordinária desta segunda-feira (3). Os vereadores Concita Pinto (PSB), Astro de Ogum (PCdoB), Coletivo Nós (PT) e Marlon Botão (PSB) apontaram falhas na gestão do sistema e cobraram soluções da Prefeitura para um problema que atinge diariamente milhares de passageiros.
O assunto veio à tona a partir da leitura do Requerimento Nº 0064/2026, de autoria de Concita Pinto, que pede à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) o reforço no transporte na comunidade Alexandre Tavares. Aprovado o documento, a parlamentar e seus colegas ampliaram o debate para outras regiões da cidade.
Concita Pinto afirmou que a reivindicação partiu dos próprios moradores. A comunidade Alexandre Tavares, assim como outras, enfrenta dificuldades com a redução da frota de ônibus. Na semana anterior, a vereadora foi procurada também por moradores do Cajupari com a mesma queixa. Segundo ela, já enviou requerimento à SMTT e ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET São Luís) solicitando dados sobre a quantidade de veículos em cada linha, mas não obteve resposta.
O vereador Astro de Ogum trouxe números para o debate. Segundo ele, a quantidade de ônibus em circulação hoje não supre nem metade da demanda da cidade. O parlamentar afirmou que São Luís opera com uma frota de 600 ônibus, enquanto a necessidade real seria de 1.300 veículos. Astro de Ogum também fez um apelo para a implantação do Passe Livre Estudantil, promessa arrastada desde a última eleição municipal.
Já o Coletivo Nós (PT) direcionou as críticas à situação financeira das empresas prestadoras do serviço. O co-vereador Jhonatan Soares afirmou que a maioria das companhias está à beira da falência, citando como exemplo a Expresso Rei de França. Ele disse que a gestão municipal se comprometeu a apresentar um plano emergencial para atender as comunidades prejudicadas, mas até o momento nada concreto foi apresentado.
Marlon Botão (PSB), presidente da Comissão Permanente de Mobilidade Urbana, Regularização Fundiária e Uso e Ocupação do Solo Urbano, classificou o transporte público como a questão de maior delicadeza da cidade. Ele apontou a regulamentação do transporte alternativo como um caminho legal a ser seguido. O vereador completou que comunidades históricas, como Tibiri e Rio do Meio, estão há seis meses sem ônibus.
Os parlamentares defenderam uma ação conjunta da Câmara para resolver as diferentes demandas e solicitaram medidas à Mesa Diretora. Houve ainda um apelo à prefeita Esmênia Miranda para que abra diálogo com o Legislativo sobre a pauta.
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